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Sábado, 21 de março de 2009, 17h45 Atualizada às 17h52 Festa de Jacobs tem comidas brasileiras e reúne fãs do mundo fashion |
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Thaís Camargo |
| Marcelo Pereira/Terra |
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| Marc Jacobs ficou isolado em uma área reservada no segundo andar da boate Cantho |
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Conhecido reduto de baladas voltadas para o público gay em São Paulo, o Largo do Arouche ganhou ares glamourosos na noite desta sexta-feira. O motivo? A festa armada para receber o estilista americano Marc Jacobs. Aliás, a intenção da anfitriã Natalie Klein - herdeira das Casas Bahia e responsável por ter inaugurado a primeira loja dele na América Latina - era mesmo agradá-lo. Na frente da boate Cantho foi instalado um enorme luminoso em vermelho com o nome do designer.
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As letras garrafais não foram suficientes para afastar os penetras que se infiltravam na fila na tentativa de burlar o esquema de segurança. É claro que a estratégia caiu por terra. Cerca de oito pessoas não obtiveram êxito e tiveram de sair de fininho cabisbaixos por terem ficado fora da badalação. O convite preto tinha peso de ouro. Afinal, ele daria passe livre para curtir a festa do estilista da Louis Vuitton, mas isso era apenas uma teoria. Depois da 1h, os convidados só entrariam caso saíssem outros tantos da balada.
A hostess Marcelona dividia a atenção com os meninos descalços que pediam um trocadinho para os fashionistas, que não se comoviam com as súplicas das crianças. "Estou louca para ver o homem", disse ansiosa pela chegada de Jacobs. O modelito dela era composto por uma túnica preta, um par de botas de verniz acima dos joelhos e uma carteira de mão da grife da estrela da noite. "A bolsinha é do Marc Jacobs, mas como ela é muito básica resolvi estilizar com um boné e com pele", falou.
Natalie, empresária e organizadora do evento, conseguiu levar até o pai Michael Klein para o centro paulistano. O proprietário da rede Casas Bahia levou consigo grande número de seguranças. Ele sequer olhou para os flashes que o perseguiam, já que a região é uma das mais assoladas pela violência na capital paulista.
Costanza Pascolato, que estava com um vestido preto de paetês do homenageado, fez uma passagem rápida pelo local. Aproximadamente às 23h, ela se posicionou na fila para entrar e avisou que ia entrar e sair. "Vim porque sou super fã dele e, para mim, ele é o melhor image maker da atualidade", comentou. A editora de moda cumpriu a promessa e foi embora antes de o americano aparecer.
Já Natalie chegou acompanhada pelo namorado Tufi Duek, estilista da Forum, à 0h30. Sorridente mas de poucas, ou melhor, nenhuma palavra para a imprensa, ela posou para as fotos num vestido curto salpicado por cristais. A marca? Marc Jacobs, é claro.
Quando os rumores de que o homenageado estava demorando demais para dar o ar da graça se alastravam, ele apareceu à 1h25. À sua frente, veio o sócio Robert Duff e a tiracolo o namorado brasileiro Lorenzo Martone, que usava uma camisa de smoking, jeans justo metalizado e um tênis abotinado Louis Vuitton, cujo solado era amarelo combinado com a estampa laranja com o nome da marca francesa. Já o designer usava uma saia preta (semelhante a um kilt escocês), um coturno, camisa branca e carteira laranja.
Jacobs educadamente se recusou a falar com os jornalistas. Entretanto, ele não parava de conversar, posar para fotos e até fotografar os vips que estavam com ele na área reservada no andar superior da boate. Já Lorenzo recebia os inúmeros beijos e carinhos do namorado que não saía do lado dele nem por um segundo. O brasileiro acenava para todos que gritavam o nome dele e do estilista. Nitidamente apaixonados, eles exibiam as alianças. A editora Lilian Pacce foi uma das poucas que teve acesso ao casal com quem bateu um longo papo.
Curioso, o designer se animou com o cardápio e chegou a experimentar um dos quitutes preparados por Maria Alice Solimene. Para agradar ao paladar do público, teve desde sanduichinhos de atum, presunto, pernil e salmão, passando por cuscuz até terminar nas sobremesas - brigadeiro e sorvete de amora. Os petiscos embrulhados em papel celofane vermelho eram servidos por garçons em bandejas.
Nos bares, muita vodca Belvedere e champagne Veuve Clicquot. Atrás do balcão, rapazes que podiam a qualquer momento deixar a função de barman para cruzar uma passarela. Os bonitões não se limitavam a servir os convidados, mas havia ainda dois sarados vestidos com microshorts dançando no palco atrás de uma espécie de jaula de neon.
Embalados pelos hits oitentistas e sucessos atuais como Give It 2 Me, do último álbum de Madonna Hardy Candy, os fashionistas dançavam incansavelmente. No meio da animação, no entanto, houve alguns desentendimentos. A estilista Gloria Coelho discutiu com o marido Reinaldo Lourenço. "Você sabe que não gosto disso", disse em tom de voz exaltado. O também estilista, porém, não se importou muito e continuou se divertindo.
Ele é mesmo o estilista queridinho
Dudu Bertholini, proprietário e estilista da Neon, foi um dos primeiros a comparecer por volta das 23h30. Acompanhado pela designer de chapéu Carla Machado, ele caprichou na túnica de paetês prateados e pretos e maquiou os olhos com sombra de gliter. "Fiz essa blusa para meu aniversário do ano passado e a escolhi porque o brilho é sinônimo de ferveção e energia", falou. "E Marc Jacobs merece energia porque ele é incrível", disse. "Ele faz uma moda contemporânea e vendável", opinou.
Já Carla Lamarca, apresentadora do Fashion TV Brasil, assumiu seu lado tiete. "Não perguntaria nada para Marc Jacobs. Acho que daria um beijo nele e só", disse.
Mas a grande fã de Jacobs da noite foi a estilista Juliana Jabour. Ela contou que acompanha a história do designer mesmo antes de assumir a criação da Louis Vuitton há 12 anos. "Sempre me inspiro nele para minhas coleções", falou. "Ele é meu ídolo mor."
Celebridades engrossam o coro de elogios ao americano. A atriz Carolina Ferraz veio direto do Rio a São Paulo apenas para prestigiá-lo. "Sou louca por ele. Tenho várias peças dele no meu guarda-roupa." Larissa Maciel, que interpretou a protagonista da minissérie da Globo Maysa, também se declarou admiradora do seu trabalho. "Ele consegue ultrapassar as barreiras do luxo com o que cria."
Poucos, aliás bem poucos, têm opinião divergente. A modelo Paola de Orleans e Bragança falou que não usa looks de Jacobs. "Gosto muito de peça vintage e ele ainda não é", disse. O estilista Fause Haten, que usava camisa e calça da própria marca, contou não ter o americano como referência. "Nunca me inspirei em nada feito por ele. Não vejo desfiles justamente para não me deixar influenciar."
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Redação Terra
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