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| Nicole Kidman em Mulheres Perfeitas |
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A grande imprensa destaca: a moda está ficando cada vez mais bem comportada. Nos Estados Unidos, a onda vem sendo analisada por jornais como o New York Post e dissecada pela Vogue.
» Coleção inverno 2004 de Marc Jacobs
A justificativas para o fenômeno são muitas: o puritanismo da era Bush, a superexposição de estrelas como Britney Spears e Paris Hilton e até o escândalo do Tetagate, de Janet Jackson, em janeiro, têm sido apontados como "sinais" de que o público se cansou da moda supersexy.
Até Madonna ficou mais recatada nos figurinos de sua Re-Invention Tour, compilados pela superstylist Arianne Phillips, em que ela usa um tailleur de Stella McCartney de risca-de-giz e um kilt longo.
Mais recentemente, o remake de Mulheres Perfeitas resgatou os vestidos florais caretas do subúrbio americano - tendência que já havia aparecido nas passarelas em fevereiro (Marc Jacobs, Zac Posen) e que chegam em breve às lojas do norte-americanas.
» Assista ao trailer de Mulheres Perfeitas
O fato é que, depois de anos de moda supersexy, até os estilistas se cansaram de mostrar tanta pele. A saída de Tom Ford, o "inventor" do sexy anos 90, da Gucci, também virou um inevitável divisor de águas.
O fenômeno atual é uma conseqüência da direção que estilistas internacionais vinham apostando havia três temporadas: as cinturas estavam subindo, a silhueta foi ficando mais justa, os ombros foram sendo gradualmente mais expostos, as saias passaram a vir mais longas e com aberturas laterais.
Esse movimento era uma reação natural a pelo menos quatro anos de cinturas descendo e tendências ousadas - e não uma exigência do público, que teria ficado ofendido com a superexposição de cantoras adolescentes. O que acontece agora é que as idéias estabelecidas por estilistas há vários meses chega ao patamar mais popular da moda, com os jeans cobrindo mais a pélvis e as saias ficando mais comportadas. E assim a moda vai girando.
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