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Moda
Quarta, 14 de julho de 2004, 13h02 
Fusão Oriente-Ocidente na moda de Hong Kong
 
Reuters
A estilista Ika Butoni mostrou as tendências da moda em Hong Kong
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» Coleção de Ika Butoni
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A fusão entre Oriente e Ocidente é a marca do dia de inauguração da Semana da Moda de Hong Kong, que começou nesta terça-feira trazendo os principais costureiros do sudeste asiático e as tendências do continente. O desfile inaugural trouxe os estilistas de Hong Kong Ika (Veja as fotos!) e William Tang, que mostraram trajes de noite elaborados ao gosto ocidental, "embora com um toque de Hong Kong", como explicaram à EFE.

Os estilistas, listados entre os mais inovadores da ex-colônia britânica, destacaram que o gosto do público de Hong Kong se encontra influenciado pelas tendências vindas de Londres, mas que eles levam sempre em conta as preferências dos compradores chineses, os principais consumidores de seus trabalhos. Ika já havia apresentado em 2002 uma ousada coleção baseada nos atentados terroristas na Indonésia, e esse ano oferece uma roupa noturna ousada, combinando blusas transparentes com tatuagens nos corpos das modelos.

Estilistas de outros países da região também deixarão sua marca no moderno Centro de Convenções e Exposições de Hong Kong, como os oito indonésios por trás do desfile "Em linha com Khatulistiwa", um espetáculo de cores vivas em trajes para a noite com um toque europeu. Como não poderia deixar de acontecer na China, paralelamente aos desfiles também haverá muito espaço para o comércio, com um total de 767 expositores, principalmente de China e Índia, que vão procurar seduzir as 46 missões comerciais internacionais deslocadas até Hong Kong para o evento. Também há expositores da Indonésia, Filipinas, Malásia, Vietnã e Taiwan, que atraem a atenção com os baixos preços dos produtos.

Mas embora a Ásia esteja se tornando um grande mercado consumidor, alguns visitantes reclamavam que a qualidade das roupas ainda não está no nível dos produtos europeus. A Semana, organizada pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico de Hong Kong, é também uma tentativa de popularizar o trabalho dos costureiros locais, reunidos na Associação de Desenhistas de Moda de Hong Kong. Eles foram enormemente beneficiados pela assinatura recente do acordo de livre comércio entre a China e a ex-colônia britânica, que abriu as portas de um mercado de mais de 1,2 bilhão de pessoas.

O presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Andrew Leung, destacou que "a Semana de Hong Kong está se transformando na principal festa da moda na Ásia". Os desfiles terminam sexta-feira, quando haverá uma entrega de prêmios às coleções mais ousadas de Hong Kong. Sob títulos sugestivos como "Londres está ardendo", "Cidade boêmia", "Flora" ou "Doce ataque", os estilistas de Hong Kong pretendem demonstrar que, apesar da proximidade com o mercado asiático, preferem a fusão entre os gostos ocidentais e os orientais, para não fechar as portas de nenhum mercado potencial.
 

EFE

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