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Moda
Quinta, 4 de setembro de 2008, 18h26  Atualizada às 18h38
Perder o 'Big Brother' da moda pode ser um passo para o sucesso
 
Divulgação
Mari Richardt prova que não é preciso ganhar reality show para se tornar uma modelo
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Estréia nesta quinta-feira, às 21h, no canal Sony Entertainment Television, a nova temporada do Brazil's Next Top Model, o Big Brother da moda, que vai eleger uma garota para ser a "nova top model" do Brasil. São 20 concorrentes que disputam dois prêmios que são o sonho de muitas garotas no Brasil: um contrato com a agência Ford Models brasileira e a chance de estampar a capa de uma importante revista da área.

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Todas querem ganhar e, quem sabe, ser a próxima Gisele Bündchen, é claro. Mas talvez o que mais incentiva essas meninas a seguir em frente - mesmo se for para não ficar entre as três primeiras - talvez seja a característica peculiar aos reality shows: a eliminação não significa necessariamente voltar para o anonimato. Ou, no caso das aspirantes a top, ser destinada a uma vida fora das passarelas.

Prova disso é a história de Mari Richardt, a catarinense de 22 anos, quarta colocada na primeira edição do Brazil's Next Top Model. A chance de mostrar o rostinho e de encantar os olheiros das agências de plantão garantiu um bom empurrãozinho para a carreira que pretende. Depois de estrelar desfiles e campanhas, a jovem embarca para os testes da semana de moda de Milão, na Itália. Se por um lado, histórias como essa podem inspirar as novas candidatas, um fato inusitado na primeira edição do programa pode deixá-las um pouco apreensivas. A vencedora Mariana Velho, que foi capa da revista Elle e desfilou na edição de inverno 2008 do São Paulo Fashion Week, saiu totalmente de cena e não faz parte nem do casting da Ford Models.

Qual, então, o segredo do sucesso?
Se o resultado do programa não garante o futuro nas passarelas, a receita para o sucesso talvez seja mesmo a vontade de seguir a carreira de modelo e a disposição para aceitar todas as exigências desse universo.

Logo após ser eliminada do programa, Mari foi para um resort da produção onde recebeu convites para participar de duas agências - uma delas, da própria Ford Models. "Conversei com os donos e senti que eles poderiam me ajudar. Eles direcionam a sua carreira, planejam o que você deve fazer", afirma. "Uma modelo não é nada sem uma agência por trás", acredita.

Esse interesse da agência, acredita a modelo, veio por causa da experiência que adquiriu ao longo da temporada no reality show. Ela já havia tentado entrar no cast da agência três anos antes, mas havia sido recusada porque "não estava preparada". Segundo ela, além de ter a oportunidade de conhecer profissionais da área, como o fotógrafo Rodrigo Marques, o estilista Dudu Bertholini e o produtor Carlos Pazzeto, também aprendeu muito sobre o mundo da moda, como se portar em frente a um cliente e a um fotógrafo. "Os contatos que fiz e tudo o que aprendi foram essenciais para eu me sentir mais à vontade no mundo da moda", conta.

Para as novas candidatas à modelo que estréiam nessa quinta, Mari aconselha muito trabalho e perseverança. "Não importa a sua colocação no concurso. Sua carreira depende muito de você. Fora do programa, é preciso ir à agência todos os dias, fazer todos os testes que te indicarem e estar antenada com as notícias da área. Sem esquecer de cuidar do corpo, da saúde e da aparência, seus instrumentos de trabalho", explica.

A catarinense Mari Richardt só entrou para a moda, porque se achava muito baixinha para ser jogadora de vôlei. Hoje, no currículo da moça constam desfiles para grifes como Cori, Samuel Cirnansck e Neon e campanhas para Lacoste e Avon. Agora, ela briga por uma chance internacional. "Quem sabe consigo abrir um desfile da Prada, em Milão?" brinca.


 
Redação Terra