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Terça, 8 de abril de 2008, 15h41 
Grife Zegna aposta nos mercados emergentes
 
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A Ermenegildo Zegna, grife italiana de alfaiataria masculina, pretende finalizar a abertura de 100 lojas até o final de 2008, sendo 60 em mercados emergentes, como o Brasil, que terá ao todo cinco lojas em São Paulo e Rio de Janeiro.

Segundo Zegna, o mercado de luxo vem crescendo fortemente em países como China (50% ao ano), Índia (25%) e na América Latina (30%). "É dos mercados emergentes que vem o crescimento, que vem os novos clientes", disse Ermenegildo Zegna, ou Gildo, neto do fundador da grife, que completa 100 anos em 2010.

Zegna, quarta geração da família que cuida da empresa, participou nesta terça-feira do seminário Fashion Marketing, em São Paulo. Nesta semana, ele também inaugura uma das duas novas lojas em São Paulo, no bairro Jardins. A segunda será no Shopping Cidade Jardim, ainda em construção.

A grife, famosa pelos ternos e tecidos de fabricação própria, tem 1/4 de seu faturamento proveniente dos Estados Unidos, seguidos de Itália e China, que disputam o segundo lugar, embora o crescimento deste setor na Itália não chegue perto do chinês.

Zegna, cuja grife também produz óculos, artigos de couro, perfumes e roupas mais informais, afirmou que a América Latina aparece com 3% dos ganhos da grife, mas que tem potencial para dobrar esse número em três anos.

"Até 2010, os mercados emergentes têm potencial para ser 30% de nossas vendas", disse o empresário. "Há de se ter alcance global, não ficar apenas em seu país de origem, caso contrário fica difícil crescer", afirmou Zegna, nome presente em mais de 500 pontos-de-venda espalhados pelo mundo.

O italiano contou que a grife está no Brasil desde 1947, quando seu avô tinha um representante no País para vender os tecidos da Zegna. Muitas décadas depois, em 1998, passaram a vender dentro da Daslu e, no começo dos anos 2000, abriram duas lojas franqueadas em São Paulo e Rio, que agora são lojas próprias. A aposta da Zegna em mercados emergentes é pioneira. Segundo Zegna, a grife de luxo foi a primeira a explorar o mercado chinês, em 1991. "Alguns acharam que éramos loucos, e no começo perdemos muito dinheiro", disse, acrescentando, porém, que hoje possuem seis lojas em Pequim e outras seis em Xangai.

O empresário afirmou que o principal desafio de apostar num mercado como o Brasil são os altos impostos, que elevam demais os preços dos produtos importados. "Mas isso não impediu nosso investimento. Quando entramos na China também era assim", disse. "Estamos no Brasil a longo prazo. Os próximos dois anos são de consolidação e depois vamos continuar (a abrir mais lojas)."
 
Reuters

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