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| Gisele desfilou para Marc Jacobs |
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Veludo, cetim e peles deram o toque dominante nas coleções para o próximo outono exibidas esta semana no grande evento semestral da moda em Nova York.
Os especialistas em moda, muitos dos quais a vêem como reflexo do estado de ânimo das pessoas, acham que o público pode estar procurando nas roupas algo que, de outro modo, não possui.
"Significa que, mesmo que não sejamos ricos, gostamos de nos sentir assim. Quem é rico pode ficar com aparência de rico, e quem não o é, também", explicou Wendy Liebmann, presidente da consultoria WSL Strategic Retail.
Dentro desse espírito, quase todos os estilistas em Nova York exibiram texturas exuberantes e desenhos decorativos.
Oscar de la Renta agradou em cheio a sua clientela de alto nível com casacos de zibelina bordados, roupas de tweed com brilhos prateados e suéteres com golas de pele.
Bill Blass enfeitou vestidos de coquetel com arremates de zibelina e entremeou seus casacos de tweed com fios metálicos prateados.
Já Carolina Herrera evocou uma viagem de luxo para esquiar nos Alpes, com jaquetas curtas, esportivas, em zibelina escura e vison reversível, em tons de dourado e chocolate.
A pele estava presente em toda parte, em estolas, xales, casacos e blusas. Douglas Hannant tingiu de cor de berinjela uma regata com capuz de vison, Jeffrey Chow coloriu de canela uma capa de pele de raposa, e Michael Kors pôs na passarela um poncho de vison cor lavanda, de parar o trânsito. Chaiken exibiu estolas de pele curtas usadas sobre tops de malha de rede.
"Há pele à vontade", comentou Jaqui Lividini, da Saks Fifth Avenue. "O clima é de muito glamour, mas não é o glamour ultra-sexy do passado, é um glamour mais inocente."
O estilista Michael Kors usou uma estampa "paisley" numa saia envelope com franjas, uma blusa que deixava os ombros à mostra e um vestido frente-única, enquanto Nicole Miller optou por estampas de pavão. Narciso Rodriguez optou por fitas e costuras contrastantes para acentuar suas criações estruturadas em cores únicas.
Liebmann acredita que os consumidores anseiam por uma "riqueza emocional". "As texturas múltiplas, sedas e contas conferem uma sensação de riqueza emocional e financeira, numa época em que tudo isso está em falta", disse ela. "É a economia, a incerteza econômica - um mundo de incertezas geopolíticas."
Vários estilistas em Nova York fizeram esta semana uma mistura grande de looks, unindo o denso ou transparente, o áspero ao macio. "Um casaco de tweed com saia de cetim é perfeito, e não é uma combinação tradicional", comentou Lividini. "É algo que agrada ao consumidor e é comercialmente viável. É bem o que os consumidores estão querendo. Acho que os estilistas de Nova York estão no caminho certo."
Mais de 100 estilistas exibiram suas coleções mais recentes em Nova York esta semana. A Semana de Moda semestral se encerra nesta sexta com os desfiles de Ralph Lauren e Richard Tayler.
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