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Terça, 6 de novembro de 2007, 15h03 Roberto Cavalli vai emprestar glamour às lojas H&M |
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Sylvie Chayette |
Depois de Karl Lagerfeld, em 2004, seguido por Stella McCartney e Viktor & Rolf, o grupo de varejo sueco H&M, que representa, no comércio de roupas, o que a Ikea representa no de móveis, convidou Roberto Cavalli para criar uma edição especial.
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A partir do dia de 8 novembro, as 200 unidades do grupo em todo o mundo oferecerão uma linha de roupas para homens e mulheres desenhadas pelo italiano.
O estilo Cavalli é marcado por pingentes, estampas animais (leopardo e zebra), tecidos como o lurex, transparência e couro com franjas. Ainda que o costureiro talvez seja menos conhecido na França do que os colaboradores anteriores da H&M, ele desfruta mesmo assim de uma reputação por glamour, com um estilo claramente associado ao jet-set e à vida noturna.
Portanto, não surpreende que tenha optado por celebrar em meio ao luxo, em Roma, essa inesperada associação. Em 25 de outubro, a coleção foi lançada em um evento ao qual esteve presente toda a jovem sociedade romana, bem como algumas celebridades internacionais, como as atrizes Halle Berry e Sharon Stone, para enfeitar o tapete vermelho.
Cavalli, 67 anos, opera três grifes de prêt-à-porter: a Roberto Cavalli; a Just Cavalli, de preço mais acessível; e a Roberto Cavalli Class, seu mais recente empreendimento. Ele também cria perfumes, tem uma linha infantil e empresta seu nome a uma vodca, distribuída generosamente ao longo da noite. Conhecidíssimo na Itália, ele acaba de abrir sua primeira loja na França, na avenida Montaigne, em Paris.
Usando óculos escuros com suas iniciais grafadas em strass nas hastes, um grande crucifixo de prata enfeitado por pedras preciosas, por fora da camisa, e ostentando um charuto e seu perpétuo bronzeado, Cavalli parecia estar assumindo sua imagem de "noite em Saint-Tropez". Apesar de tudo que o cercava, ele tentou sublinhar seu avanço em direção a uma "moda mais delicada e mais sugestiva", tendo sempre em vista seu objetivo de "tornar as mulheres sublimes, mais belas e mais atraentes".
As roupas masculinas que ele criou para a H&M são mais discretas, privilegiam o conforto e têm um apelo descontraído. Um colete preto acompanhado por paletó azul, bem como um sobretudo preto e um smoking em lã eram as peças principais de um conjunto sóbrio. Mas os acessórios da linha ostentavam os conhecidos traços de sua sensualidade exagerada.
Cavalli não se declara admirador especial de nenhum de seus colegas estilistas, mas diz "detestar" a moda unissex. "A feminilidade é um poder que é preciso explorar", afirma. O contraste entre o trabalho dele e o de Margareta Van Bosch, a diretora de estilo da H&M, é completo: ela é silenciosa e distante, enquanto ele esbanja afabilidade, calor e sedução, especialmente com as mulheres. Talvez seja por isso que raramente escapa aos olhos de sua mulher, Eva Düringer, austríaca e antiga Miss Universo que Cavalli conheceu nos anos 70 e se transformou em braço direito do estilista.
Aos olhos de Cavalli, a associação com o grupo sueco, que faturou 8,8 bilhões de euros globalmente em 2006, permite criar roupas de noite a preços acessíveis, "oferecendo a um número maior de pessoas a chance de viver esse sonho", ele assegura. "Aceitei a proposta da H&M para que as pessoas que não tinham dinheiro para comprar um Cavalli agora possam fazê-lo", diz. Os preços da coleção variam de 7,99 euros, para alguns acessórios, a 299 euros, por um longo de lurex e 349 euros pelo smoking de lã.
Mas Cavalli acrescenta que "sonhos precisam ser raros", e por isso sua coleção terá produção limitada; ele estima que os estoques se esgotem em uma semana.
Tradução: Paulo Eduardo Migliacci ME
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Le Monde
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