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Segunda, 13 de agosto de 2007, 14h38 
Chapéus panamá não perdem o charme e a elegância
 
ONNE
Chapéu panamá é produzido artesanalmente
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Os chapéus panamá se tornaram verdadeiros ícones da elegância e sofisticação. Pode não parecer, mas o início desta história foi há muito tempo atrás.

Tudo começou em 1526, quando os espanhóis estavam explorando o território hoje conhecido como Equador. As tribos locais usavam cocares e adornos feitos com um tecido de palha que deixaram os estrangeiros encantados. O material era feito à mão, com uma fibra muito comum na região, a toquilla. Assim, os primeiros tecidos do tipo foram levados para a Europa. No início do século XIX, americanos em viagem de exploração pelas Américas chegaram ao Panamá, onde compraram chapéus de palha para se proteger dos raios solares. As peças eram importadas do Equador.

Os chapéus foram ficando cada vez mais conhecidos e conquistaram muitos fãs nos Estados Unidos. Rapidamente passaram a ser chamados de panama hats. Nesta época, grandes quantidades de chapéus foram importadas para as lojas americanas. Mas foi mesmo no início do século XX que os acessórios se tornaram verdadeiros objetos de desejo. O presidente americano Theodore Roosevelt foi fotografado usando um enquanto visitava a obra para construção do canal do Panamá. Daí para frente, muitos notáveis aderiram à tendência e cabeças como as de Winston Churchill, Getúlio Vargas e Tom Jobim foram protegidas pelos chapéus panamá. Vale destacar que um dos pioneiros na tendência foi Santos Dumont, que já usava o seu em 1906.

Com tanta popularidade, era impossível a moda não crescer também entre as estrelas de Hollywood. Galãs como Humphrey Bogart e Clark Gable imortalizaram o charme dos panama hats.

O preço dos exemplares autênticos não é dos mais acessíveis, mas podemos dizer que o custo benefício ainda compensa bastante. O charme atemporal de um acessório como este dá um tom único e inconfundível ao visual.

Em São Paulo, os chapéus panamá podem ser comprados na tradicional Plas. A loja localizada na Rua Augusta foi fundada em 1954, especializada apenas em alta costura feminina e por volta de 1970 também começou a fazer e comercializar chapéus, boinas e bonés. Segundo Maurice Plas, proprietário, um panama hat pode variar entre R$ 180 e R$ 450.

Os panamás genuínos são feitos completamente à mão, com finas fibras de palha branca trançada. O trabalho exige muito cuidado e atenção e pode levar semanas para ser concluído. São necessárias muitas pessoas envolvidas na produção, desde o preparo da fibra. O país que possui a maior produção de chapéus é o Equador, que importa principalmente para o México, Estados Unidos e Brasil.

Tudo começa com as folhas ainda verdes chegando à oficina. Elas são desfiadas e imersas em água fervente com enxofre, para dar a coloração. Depois disso, são deixadas ao sol por 20 minutos para secar. Então, as fibras são sovadas para que fiquem mais macias e maleáveis. A partir daí, a palha está pronta para ser tecida, trabalho na maioria das vezes feito por mulheres. Quando o tecido está pronto, é hora de moldar o chapéu utilizando uma forma de ferro em brasa. Para o acabamento, são aplicadas fitas dentro e fora do panamá, que agora está pronto para ser usado.
 
ONNE

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