> Moda
notícias por e-mail   fale conosco  rss
 Fale conosco

 Notícias por e-mail

  Sites relacionados
Mauren Motta
Rio Verão 2010
Rio Inverno 2010
SPFW Verão 2010
SPFW Inverno 2010

Moda
Terça, 13 de fevereiro de 2007, 17h50  Atualizada às 09h25
Roupas éticas viram moda; direitos trabalhistas preocupam
 
Últimas de Moda
  1. Acessórios são destaque no look dos fashionistas em NY
  2. Top brasileira fotografa para editorial de primavera
  3. Fashionistas dão cor à Manhattan neste inverno
  4. Michael Kors leva pele e brilho para a passarela de NY
Busca
Busque outras notícias no Terra:
Suéteres tricotados à mão, calças tingidas em casa ou camisas duras feitas em tear em cores sóbrias - era esse tipo de coisa que vinha à mente quando se falava em roupas éticas, algum tempo atrás.

Veja também:
» Semana de moda paulista aposta na sustentabilidade

Agora essa imagem está desaparecendo, com grifes famosas exibindo roupas éticas elegantes na Semana de moda de Londres e grandes varejistas lucrando com algodões orgânicos e roupas que ostentam o selo Fairtrade (Comércio Justo) que aproveitam a consciência política crescente dos consumidores.

"É uma progressão muito lógica para os consumidores: depois de pensar nos alimentos que consomem, preocupar-se com as roupas que vestem", disse Chris Sanderson, da consultoria The Future Laboratory, que prevê tendências de consumo.

Os consumidores britânicos gastaram 43 milhões de libras (R$ 168 milhões) com roupas éticas em 2004, um aumento de 30% em relação ao ano anterior, e cerca de 340 milhões de libras com roupas seminovas "eticamente motivadas", de acordo com o Banco Cooperativo.

"A maioria das empresas está começando a compreender que pode ganhar dinheiro com os consumidores éticos", diz Sanderson.

A britânica Marks & Spencer consome cerca de 30% do algodão Fairtrade produzido no mundo para fazer sua linha de roupas, que vai incluir 12 milhões de peças como jeans e camisetas.

A sueca Hennes & Mauritz vai apresentar uma pequena coleção de primavera feita com algodão orgânico, e a rede de moda Topshop vai ampliar sua linha ética em colaboração com a People Tree, que apóia produtores comunitários em 20 países em desenvolvimento.

A grife de luxo Noir ajudou a reinventar a roupa ética com seus tecidos macios e modelos sexies sendo elogiados nas críticas dos desfiles de moda. Uma parte de sua receita é usada para pagar medicamentos e oferecer microempréstimos a comunidades africanas que cultivam algodão.

A Edun, a grife dirigida por Ali Hewson, esposa do vocalista do U2, Bono, também vem elevando o perfil da moda socialmente conscientizada, com sua meta de promover o "emprego sustentável de longo prazo" em países como o Lesoto, que produzem seus tops e jaquetas.

Mas, apesar da onda de publicidade elogiosa das roupas éticas, críticos dizem que pode haver problemas morais para os consumidores que as compram.

Alguns militantes em favor dos direitos trabalhistas dizem que as roupas éticas vendidas pelas grandes redes varejistas muitas vezes vêm de fábricas em países como a China, Bangladesh e Camboja, onde os salários são baixos e é difícil verificar se os direitos trabalhistas são respeitados.

"Comprar algo feito de algodão orgânico não significa que não houve exploração na linha de produção", disse Sam Maher, porta-voz do grupo Labour behind the Label (A mão-de-obra por trás do rótulo).
 
Reuters

Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.