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Terça, 13 de fevereiro de 2007, 10h55 
Discussão sobre magricelas ofusca estrelas da moda
 
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A semana de moda de Londres teve nesta segunda-feira seu primeiro dia integral de desfiles, mas a atenção estava voltada mais aos corpos das modelos do que às roupas que elas exibiram.

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Enquanto fashionistas e celebridades compareceram a uma das semanas de moda de Londres mais bem cotadas dos últimos anos, os organizadores defenderam sua decisão de não proibir a presença de mulheres ultramagras em suas passarelas.

"Achamos que a proibição não é o caminho correto. Isso seria muito discriminatório. Não se pode afirmar, por olhar ou pesar uma modelo, se ela está ou não sofrendo de uma desordem alimentar", disse a executiva-chefe do Conselho Britânico de Moda, Hilary Riva.

Reagindo aos chamados por uma regulamentação da questão, o conselho, que organiza a Semana de Moda de Londres, lançou diretrizes para os estilistas dos desfiles de outono-inverno, exortando que empreguem apenas modelos saudáveis em seus desfiles.

Ativistas no combate às desordens alimentares patrulharam o backstage de alguns desfiles, distribuindo folhetos e um número de telefone de ajuda. Um restaurante frequentado por fashionistas anunciou que está oferecendo refeições gratuitas a modelos para incentivá-las a comer mais.

Mas, diferentemente do que foi feito em Milão e Madri, os organizadores de Londres não chegaram a proibir a presença de modelos magricelas, que, segundo os críticos, contribuem para o aumento das desordens alimentares entre o público.

Peter Ingwersen, fundador dinamarquês da grife Noir, que na segunda-feira exibiu sua coleção masculina repleta de peças de alfaiataria, disse que proibir não é a solução.

As camisas justas da Noir, trenchcoats com cintos e vestidos de noite apareceram na passarela nos corpos de duas das modelos mais conhecidas da Grã-Bretanha, Lily Cole e Erin O'Connor, ambas alvos de especulações na mídia relativas a suas dimensões corporais.

Vestidos volumosos também foram o tema do desfile do dinamarquês Peter Jensen e do ex-advogado nigeriano Duro Olowu, que concordaram com a decisão de não proibir as modelos magricelas.

"Acho que é uma hipocrisia, quando se considera que Hollywood tem tantas atrizes obviamente anoréxicas e que nem por isso deixam de sair nas capas das revistas", disse o estilista.

Novatos como Olowu e os estilistas Christopher Kane e Todd Lynn estão sendo vistos como os responsáveis por reerguer a Semana de Moda de Londres, depois de anos durante os quais o evento foi o parente pobre das glamurosas capitais mundiais da moda, Paris, Milão e Nova York.

No mês passado, a Vogue americana, vista como a bíblia da moda, destacou alguns dos astros em ascensão da moda de Londres, e na segunda-feira o site Style.com disse que Londres está vivendo "um momento dourado que não era visto havia dez anos".

Mas o desfile mais aguardado da semana não é de um estilista britânico, mas do americano Marc Jacobs, cujo desfile na sexta-feira vai coincidir com a inauguração de sua loja em Londres. A expectativa é que várias celebridades de Hollywood estejam na primeira fileira do público.
 
Reuters

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