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Quarta, 31 de janeiro de 2007, 17h16 
Tecidos luxuosos, superposições e misturas na moda masculina parisiense
 
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O guarda-roupa masculino para o próximo inverno reedita os tecidos luxuosos e brinca com o classicismo, o jogo de superposições e misturas de estilo, propondo ao homem uma moda de elegância pessoal e descontraída.

As coleções apresentadas nas passarelas parisienses privilegiaram os materiais nobres, como o cashmere, o couro, a flanela e o veludo de seda.

Mas estes materiais luxuosos se distanciaram do vestuário clássico, apresentado em novas interpretações. Para a Hermès, Véronique Nichanian tingiu a pele de crocodilo de azul na jaqueta longa, enquanto Stefano Pilati desenhou para a Yves Saint Laurent calças de flanela cinza de corte baixo, dando-lhes aparência "baggy", e Marc Jacobs inventou uma capa de couro de búfalo para a Louis Vuitton.

Outros estilistas optaram por tecidos mais técnicos, propondo uma elegância futurista, como Raf Simons, com suas silhuetas que parecem cortadas a laser, ou Thomas Engelhart para Thierry Mugler, com justos conjuntos de aviador.

As pernas das calças foram, com freqüência, muito estreitas, chegando a parecer calções, como na coleção de Jean Paul Gaultier. Em outros casos, as calças eram curtas, deixando aparentes os tornozelos (Dries Van Noten e Paul Smith).

A influência do "sportwear" continuou presente, e alguns estilistas associaram elementos da roupa esportiva a peças clássicas. Na coleção Lanvin, Lucas Ossendrijver admitiu ter se inspirado no "jogging" esportivo, com calças de franjas verticais laterais ou justas no tornozelo. Yves Saint Laurent apresentou, por sua vez, golas altíssimas, que às vezes se transformaram em capuzes.

Sapatilhas esportivas combinaram com as roupas, enquanto jaquetões e suéteres com capuz foram numerosos.

Outra tendência foi a superposição de peças como na coleção de Ann Demeulemeester, que suporpôs inclusive as calças, mas também na Dior, onde o estilista Hedi Slimane se inspirou em suas "lembranças da adolescência, um período 'new wave'" dos anos 80, para criar uma elegância em calças amplas e superposições de pulôveres, jaquetas, casacos e jaquetões.

Os estilos se misturaram, como nas coleções do japonês Kiminori Morishita ou na de Kris Van Assche, nas quais o homem combinou terno com camisa rústica e camisas bordadas com borboletas e estrelas.

As roupas masculinas pareceram cada vez mais capazes de seduzir o público feminino. Foi o que se viu com as coleções de Gaultier - que apresentou sua coleção Gaultier 2, destinada tanto a homens quanto a mulheres -, Dior e Dries Van Noten, que declarou que em sua coleção "se podem misturar facilmente os elementos femininos e masculinos".

A maioria dos estilistas optou por cores sóbrias, explorando todos os matizes do preto, do cinza e do bege. A paleta de cores foi escura nos desfiles de Givenchy e Galliano. As exceções foram Jean Paul Gaultier, que deslumbrou com tons vermelhos oxidados e alaranjados, e Yohji Yamamoto, que causou sensação com os casacos vermelho papoula. As cores também marcaram presença nos sapatos: fluorescentes na Vuitton ou violeta metálico nas sapatilhas esportivas de Lanvin, combinadas com gravatas.
 
AFP

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