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Jean Paul Gaultier tratou com bom humor nesta terça-feira a polêmica sobre a magreza excessiva das modelos, apresentando uma modelo gorda na passarela e exibindo uma coleção inspirada no vestuário esportivo, na elegância descontraída, enquanto Naoki Takizawa propôs para a grife Issey Miyake uma coleção de roupas versáteis e poéticas. Os dois apresentaram suas coleções de prêt-à-porter feminino para a primavera-verão 2007 no contexto da Semana da Moda de Paris. No desfile de Jean Paul Gaultier, as mulheres, calçadas com tênis de salto alto, vestiam shorts acetinados de boxeador e coletes amplos com borda listrada como um traje de jogging. Listras também no comprimento de calças amplas. Na cabeça, viseiras transparentes e capuzes, como os dos casacos esportivos, que emergiam dos coletes adornados com números como os dos atletas. A referência esportiva não se traduziu nas matérias-primas, com bordados acompanhando as listras esportivas, e o cetim e a musselina no lugar do algodão. Uma mulher bem gordinha, trajando vestido de musselina preta, desfilando no meio das desportistas, foi recebida com aplausos demonstrando que a polêmica sobre a magreza das modelos parece a caminho do apaziguamento. Na temporada passada, Jean Paul Gaultier propôs um vestido intitulado "magreza extrema", composto por faixas de seda imitando a caixa torácica. O estilista, que celebra seus 30 anos de criação, apresentou antes uma retrospectiva de seus modelos mais emblemáticos desde 1976. Os dois desfiles foram muito aplaudidos pelo público, formado, entre outros, pelos cantores Janet Jackson e Lenny Kravitz. Já Naoki Takizawa, que apresentou sua última coleção para Issey Miyake antes de caminhar com as próprias pernas, desenhou uma coleção ao mesmo tempo funcional e poética, testemunha de sua maestria no domínio das dobraduras e dos plissados. Os conjuntos formados por saia ou calça e top viram em poucos segundos vestidos versáteis, que se transformam com amarrações. Vivienne Westwood intitulou sua coleção "I am expensive" (Eu sou cara) e mandou instalar um muro coberto de pichações na extremidade da passarela. Ela exibiu saias que pareciam formadas por uma peça de tecido irregular em volta do corpo, acompanhadas de coletes justos e botas com aparência de polainas em espiral. O grafite multicolorido apareceu impresso em vestidos, shorts e até em um par de botas. Para Jean-Louis Scherrer, Stéphane Rolland permaneceu fiel a uma elegância sábia fã da simetria de pregas lisas em casacos retos ou em "chemisiers", bem como os cintos de argolas grandes em couro marrom. sd/fb/mvv/lm AFP 031934 OCT 06
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