Moda

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17 de janeiro de 2012 • 07h45

Inspire-se em 11 tendências das passarelas cariocas

Confira 11 apostas e comece a se preparar para os dias frios
Foto: Roberto Filho/Felipe Assumpção/Felipe Assumpção / AgNews
 
Rosângela Espinossi
Direto do Rio de Janeiro

Terminada a primeira fase de desfiles de inverno 2012, com 49 desfiles, contando as 10 apresentações do Rio Moda Hype, é possível extrair as principais propostas para a estação das passarelas cariocas. Se muitas grifes internacionais, principalmente as americanas, apostam num certo minimalismo chique, os estilistas presentes na Cidade Maravilhosa, alheios à crise econômica que ronda potências mundiais, preferiram explodir em brilhos e metalizados, sendo contidos por vezes, nas silhuetas, mais próximas ao corpo. Confira 11 apostas e comece a se preparar para os dias frios.

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Vil metal
Ouro, prata, cobre. Essas tonalidades metálicas vão invadir o guarda-roupa de inverno, seja pelas aplicações de canutilhos, paetês e foil (tipo de filme aplicados nos tecidos), quanto pelos próprios fios que levam brilho, como o lurex. Além das tonalidades dos próprios metais, o efeito metalizado surge também colorido, assim como efeitos furta-cor.

Atire a primeira pedra
Está quase proibido sair de casa sem uma peça com miçanga, aplicações de vidro, canutilhos, paetês, cristal. Eles podem tanto entrar como detalhe ou vir na peça inteira. E se tem dúvida de que peça usar o recurso, não se preocupe. Da cabeça aos pés: golas, blusas, punho, mangas, tops, saias, calças, jaquetas, casacos e até mesmo nos jeans.

Renda-se
Já faz tempo que elas estão na moda. Primeiro, pela influência underwear nas roupas de cima. Agora, vêm também trabalhadas em materiais mais pesados, como algodão, lã e couro. O guipure foi o mais visto, tanto em casacos, calças, saias e vestidos inteiros, quanto em detalhes. Barrados, punhos, golas, parte de trás ou da frente. Não importa, o que vale mesmo é que a moda se rendeu ao secular trabalho artesanal.

Caderno de desenho
As estampas surgem ora digitalizadas no tecido, ora formando imagens a partir de bordados e aplicações de pedras e canutilhos. Definitivamente, animal print está por fora. No lugar, entram flores (estampadas ou aplicadas), folhas, figuras de animais em pequena escala ou tiradas da inspiração do estilista, como castelos, tempestades, flores carnívoras, cisnes, pássaros, cobras etc. As estampas étnicas ganham força, assim como as de tapeçaria e decoração (leia-se papel de parede). E, claro, os geométricos, formados pelos bordados, por tecidos unidos ou digitalizados sobre as telas. Ah, os xadrezes, de vários tipos, até de cobertores propriamente ditos.

De alto a baixo
Democracia é a ordem do inverno no quesito comprimento, porque os vestidos aparecem curtos e compridos, mas a predominância é pelos mídis e longuetes. O recurso do estilo mullet, mais curto na frente e mais comprido atrás (nome que tem origem no corte de cabelo dos anos 80, cuja principal referência para nós, brasileiros, vem dos sertanejos, como Chitãozinho e Xororó) é forte, propiciando uma assimetria interessante nas saias (e casacos, jaquetas...).

Silhueta valorizada
Inverno 2012 pede uma mulher chique no último. Para isso, os estilistas usam as imagens dos anos 40, 50 e um pé nos 60. O dorso mais justo, um leve evasê ou godê na saia, cintura levemente marcada, mas nada muito rente ao corpo. O objetivo das peças é contornar e valorizar a silhueta feminina sem explodir em sensualidade. Há também os cortes retos, tipo tubinho, mais afastados, mas não muito largos. Se alguns longos são mais esvoaçantes, a parte de cima vem mais ajustada.

Na bagagem
Não há predominância de apenas uma peça para colocar na bagagem de inverno. Vestidos, saias e calças compridas dividem a atenção dos fashionistas, assim como as camisas femininas de gola de colarinho tradicional, fechadas, com mangas compridas e em cores variadas. As calças vêm em forma de pantalonas, retas ou super justas, para combinar com casacos que modelam o corpo. E não dá para esquecer dos macacões, que prometem ficar por muito tempo em alta. Casacos curtos ou compridos, tipo pelerine são apostas de várias grifes. Os casacos surgem em várias alturas e estilos, com ou sem capuz, mais ajustados, ou envolventes tipo casulo. Os estilistas desfilaram também hot pants, mas bem difíceis de serem usadas fora da passarela, ainda mais no inverno.

Quente e frio
As transparências chamam a atenção, seja por meio da rendas ou por tecidos finos como organzas, crepes e tules. Mas as lãs dubladas e pesadas, os tweeds, jacquards e tecidos de tapeçaria dão o contraponto entre o leve e o pesado. E, claro, no inverno não dá para deixar de lado os tricôs, cada vez mais sofisticados e com tramas que parecem tecidos. Podem vir em pontos abertos e grandes, ou finos e delicados. Eles aparecem estampados, metalizados. Para esquentar ainda mais, peles, fakes ou naturais, em peças inteiras ou em detalhes (golas, punhos, barrados). Tudo para dar um toque diferenciado ao look.

Tons profundos
O inverno tem cor. Na há mais a onipresença do preto (claro que ele resiste), mas pode muito bem ser substituído por azul-marinho ou vários tons de marrom. Mas o bordô, em várias nuances, o verde, o mostarda, o vermelho e o azul-royal também. Algumas grifes também apostam em cores mais vivas, já prenunciando o próximo verão. Sem esquecer dos brancos, em peças leves ou em casacos pesadões. As tonalidades podem ser usadas na peça inteira ou misturadas, numa espécie de patchwork invernal. Formam estampas geométricas ou aparecem em peças separadas, num mesmo look.

Pés nas alturas
Não há concessão: os estilistas não querem mulheres de salto baixo. E nesse quesito, os saltos com plataformas ganham disparado. Muitas botas e ankle boots, mas sandálias para os dias frios, anabelas ou com meia-pata, são fortes. Claro que os pés não ficam descobertos, por isso a parte de cima vem em peep toe e com enfeites, de nós a laços, tiras e aplicações. Há espaço também para os escarpins, sempre com algum detalhe, como ponteira de metal e laços atrás.

Grandes e poderosos
Os acessórios para enfeitar as roupas são grandes e poderosos. Feitos de pedras, cristais, metais ou resinas, ganham o status de peça integrante da roupa, funcionando como golas. Brincos e pulseiras também vêm nessa todas maximazada. É para não passar em branco os dias frios.

Semana de moda carioca
Dois eventos de moda agitam o Rio de Janeiro. O Fashion Rio, um dos maiores eventos de moda do País, está em sua 20ª edição e acontece entre 10 e 14 de janeiro, no Píer Mauá, no Rio de Janeiro. Já a 19ª edição da bolsa de negócios de moda Fashion Business, a maior da América Latina, vai até 13 de janeiro, no Jockey Club Brasileiro, também na capital carioca. No total, são 49 desfiles que tomam as passarelas do Rio de Janeiro em seis dias, incluindo as apresentações dos novos talentos, que acontecem no Rio Moda Hype, nos dias 10 e 11 de janeiro.

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