
Atualizada às 23h30
É uma era de Aquário chique a de Graça Ottoni, porque todos os florões coloridões e listradões em preto e branco, típicos dos hippies de butique dos anos 70, vieram em versão luxo, em tecidos finos como as sedas e organzas.
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» Graça Ottoni traz linha chique e elegante
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Se as saias eram longas, como se usava naquela época, na versão da mineira Graça são plissadas, esvoaçantes e jamais combinariam com tamanquinhos Dr. Scholl. Nada disso, o negócio dela é requinte, tamanquinhos de tira transparente e muitos drapeados.
Além do lado hippie, destacou-se a ala das sahariennes, as blusas com bolsos chapados, em tons de areia, feitas em seda amassada. E os vestidos feitos de lenços com estampas barrocas. Aí, já mistura 70 com 80, aquele coquetel que anda rondando a moda contemporânea.
Graça investiu nos longos, nas pantalonas, e ficou a vontade de ver as peças sofisticadas com calças jeans e saias-lápis, para tirar a impressão de roupa só de grandes ocasiões.
Iesa está na área da moda desde o final dos anos 60, quando começou no Jornal do Brasil como ilustradora. Passou à produção e redação nos anos 70. Trabalhou na revista Desfile, na sucursal das femininas da Editora Abril em 80, mas voltou ao JB como editora da revista Domingo.
Há 12 anos abriu o site www.estiloiesa.com.br e em 2001 criou o curso de Jornalismo de Moda no Senac Rio.
Especial para Terra
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Ricardo Leal/Photo Rio News
Longos em tecidos transparentes marcam a coleção apresentada por Graça Ottoni
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