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Segunda, 4 de junho de 2007, 13h57 

Eloysa Simão comenta tendências do verão

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Eloysa Simão é idealizadora e coordenadora do Fashion
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Em entrevista exclusiva a Onne, Eloysa Simão, idealizadora e coordenadora do Fashion Rio e uma das responsáveis por colocar o Rio de Janeiro no calendário de moda do Brasil conta sobre os desfiles desta temporada, as novidades do evento e até mesmo sobre os jogos Pan-Americanos e integração dos países da América do Sul. Confira!

Por que o Pan-Americano foi escolhido como tema do evento? Não é muito óbvio?
Não. O Pan-Americano é uma excelente oportunidade para discutirmos a necessidade de uma maior integração econômica da América do Sul. Segundo todos os especialistas, dentro de mais alguns anos seremos uma economia completamente interdependente. Podemos fazer disso uma limonada, como a Europa fez, criando o Mercado Comum Europeu e se fortalecendo economicamente. Ou, bobear, ficando só com o prejuízo: nos tornando satélites da Índia e da China. Por isso, acho que essa coincidência do Fashion Rio próximo aos jogos Pan-americanos é ótima para que comecemos essa discussão.

Você identificou alguma influência desse tema no trabalho dos estilistas também?
Não, a idéia não é fazer um evento temático. Apenas mostrar que, assim como o esporte, a moda precisa de eventos de integração.

Por que Muti Randolph novamente comandando a cenografia Fashion Rio?
Porque, na verdade, escolhemos o artesanato como tema para todo o ano. No primeiro semestre focamos no artesanato brasileiro. No segundo, no Pan-Americano. Muti quis o desafio de traduzir essas duas propostas, que em muitos momentos têm a mesma alma.

Muti Randolph se inspirou em referências de tribos indígenas das Américas, como foi a escolha desse aspecto em especial?
O Muti se inspirou em formas e cores comuns a toda a América Latina. Mas a Mucki Skowronski, artista plástica que fará uma exposição na sala de imprensa e no mídia center do Fashion Rio, se inspirou em referências presentes em todo o artesanato da América Latina, e descobriu que existe um "Jardim das Américas". Criou treze banners trabalhados com bordados em tecidos variados, que vão da lona de caminhão ao veludo brocado, mostrando um mix de referências presentes em todas as culturas pan-americanas.

Quais são as maiores diferenças entre esta edição e o da última temporada?
A edição desse verão vai mostrar o luxo chegando à praia e traz também uma nova postura: de dia e de noite todo mundo de curtos curtíssimos (shorts, mini saias e mini vestidos). Calças coladas e de cintura mais alta, modelando mesmo o corpo. E na praia, um sensualismo mais comportado: o maiô voltando forte e os biquínis maiores. Mostrando que a nova mulher tem uma sensualidade mais comportada, mais sutil.

O Fashion Rio continua sendo o grande evento de moda brasileiro com abertura para novos estilistas e designers?
Com certeza. Prova disso é o nosso lounge de novos estilistas, dentro de nossa bolsa de negócios, que dobrou de tamanho. E hoje os lojistas ligam perguntando quem são os novos estilistas que estarão presentes. Todo mundo entende que precisa diferenciar sua coleção, e o novo estilista é perfeito para ajudar nesse frescor que toda loja deve apresentar. Aliás, tem sido assim no mundo inteiro.

Quais foram os critérios para a escolha das novas marcas que desfilarão esse ano?
O mesmo de sempre: um grupo de jornalistas, que não divulgamos para que eles não sofram pressão nem sejam chateados, e o comitê gestor do Fashion Rio: FIRJAN, ABIT e Dupla Assessoria ficam responsáveis por esta seleção.

Para você, qual será o grande destaque desta edição?
A presença do luxo na moda praia, marcando um novo comportamento, uma nova atitude, que lembra a célebre frase de Diana Vreeland: "Podemos estar simples, porém banais jamais!".

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