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Em dia ensolarado, as seis grifes que desfilaram pelo segundo dia do Rio Moda Hype trouxeram inovações nesta sexta-feira. O destaque ficou para a grife Despi, que levou a Amazônia para a passarela.
As estampas revelam a referência da coleção, com flores, pássaros e árvores. As cores refletem a inspiração da estilista Despina Filiós, que opta pelo marrom, o alaranjado e o verde.
O estilista Rique Gonçalves, da grife masculina R. Groove, teve a arquitetura gótica das catedrais medievais como referência. Estampas recriam os vitrais e as construções da época. O blazer se moderniza com o corte mais acinturado e ganha despojamento combinado com a bermuda. O dourado ilumina o lilás e o verde-musgo. O macacão listrado é um dos ícones da coleção inverno, enquanto o jeans é enriquecido com o degradé, que varia do grafite ao preto.
Já Felipe Eiras trouxe ao Moda Hype peças desestruturadas. Tudo em razão da inspiração buscada na famosa história do Frankestein, de Mary Shelly. O estilista tenta "virar o homem no avesso" ao representar as formas humanas internas nas peças. Bel Wilker vestiu um longo preto, no qual fios azuis e vermelhos remetiam a veias e artérias. O tricoline, a malha de algodão e, principalmente, a lã virgem servem para confecção de casacos desestruturados. As cores são do preto, verde escuro e cinza ao vermelho queimado.
A marca Koolture dá luminosidade a sua coleção com as aplicações de espelhos nas peças. Isso decorre da inspiração no clássico Singing in the rain (Dançando na chuva). De todas as grifes desta sexta-feira do Rio Moda Hype, ela é a mais fiel às formas elegantes, ajustadas à silhueta feminina. O preto, o branco e o azul-marinho estão em vestidos rentes ao corpo, com um ar retrô anos 60. Os xadrezes dão charme aos looks comportados, embora sejam curtos.
Impulsionada pelas festas nos quilombos do século XVII e pelos bailes funks dos 70, Adriana Pacheco brinca com o justo e o solto nas roupas para homens. Os moletons ganham ainda mais volume e recebem estampas de xadrez. A calça skinny é o ponto de equilíbrio das peças largas. A cartela de cores contempla o branco, o verde, o roxo e o preto.
A linha da Renata Veras se baseia no couro e no chamoi. O balonê marca os vestidos a saias bem curtos. O contraste entre volume e calça skinny é tendência da grife. As cores dão vivacidade ao inverno com o mostarda, o amarelo e o goiaba. A estampa de árvores centenárias reverencia a durabilidade.