| XPress/Especial para Terra |
 O tomara-que-caia foi um dos hits da temporada verão 2006 do Fashion Rio |
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A edição de verão do Fashion Rio acabou neste domingo depois de colocar 35 grifes na passarela e mostrar quais são as apostas da moda para a próxima estação quente. Foram seis dias de desfiles em uma maratona que começou com uma baixa: a grife de Marcelo D2, Manifesto 33 1/3, desmarcou a apresentação e desfalcou a festa de encerramento.
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A partir daí, o evento organizado por Heloysa Simão seguiu seu rumo. A Colcci colocou o furacão Gisele Bundchen na passarela, a TNG levou Naomi Campbell, a Sandpiper não teve Rodrigo Santoro, mas conseguiu Felipe Dylon, Evandro Mesquita e Paulo Zulu. Danielle Winnits e Carol Castro desfilaram para o Moda Hype e a Complexo B teve Davi Moraes e Wagner Moura.
Entre as principais propostas, cores apagadas ou empoeiradas em clima de sertão, Marrocos ou Índia, que representaram a inspiração dos estilistas. Quem apostou no romantismo, vintage ou no universo lúdico também preferiu os tons pastéis para as coleções, fazendo com que as cores vibrantes, típicas do verão, ficassem esquecidas.
Os tomara-que-caia, em tops ou vestidos, deixaram o colo e costas à mostra e devem rechear as vitrines. As saias são rodadas na altura dos joelhos e, de preferência, com amarrações e cinturinha marcada por laços, confirmando a temporada passada.
As camisas ganham mangas bufantes e um pouco de brilho ou trabalhos delicados de renda. Os tops são decotados e com fendas profundas trabalhadas em plissados ou excesso de tecido. A alfaiataria segue em quase todas as coleções e ainda empresta suas formas aos shorts, que ganham amarrações na barra para uma releitura de estações.
Quem gosta de detalhes pode usar boleros de crochê, outras grandes apostas para o verão. Apesar de o crochê pesar no visual, o estímulo é forte aos trabalhos artesanais, que também abriga o patchwork e os bordados.
As estampas são fracas nesta temporada. Apenas algumas grifes apostaram no básico das folhas tropicais. As geométricas e florais sempre têm espaço, mas houve predomínio de peças lisas e leves nos tecidos, como algodão, sarja, malha e seda.
A sensualidade exagerada deu lugar ao visual comportado e delicado do vintage, mas isso não deve colar. A brasileira, e principalmente a carioca, prefere a ousadia de microssaias e tops colantes. As batinhas continuam firmes e fortes no mesmo estilo de tons apagados e detalhes de pedrarias ou lantejoulas.
Há quem aposte nos vestidos, calças e camisas de linho com renda que são a cara de Bahia. O tema foi trabalhado para homens e mulheres e cai bem no gosto e na temperatura local. As peças são esvoaçantes e cheias de volume no caimento de saias, vestidos ou no balonê de bermudinhas e minissaias.
A moda praia também fez a política da boa moça. Não se viu fio dental, cavas ou bumbuns muito à mostra. As laterais vieram largas e os tops, amplos para abrigar os novos seios das brasileiras, turbinados com silicone. O luxo ficou para os maiôs com brilhos, recortes e drapeados.
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