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Desfiles
Quinta, 16 de junho de 2005, 12h17 
Tessuti sugere um verão com ares de império
 
Camila Tavares
Direto do Rio
 
XPress/Especial para Terra
A coleção teve inspiração em desenhos e gravuras de artistas que retrataram o Brasil a partir do século XVII
A coleção teve inspiração em desenhos e gravuras de artistas que retrataram o Brasil a partir do século XVII
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A Tessuti escolheu um dos cenários que mais tem a cara do Rio de Janeiro para apresentar sua coleção de verão, na manhã desta quinta-feira. A grife trocou o Mam pela Ilha Fiscal, famosa pelo "último baile do Império" e que ficou marcada pelo excesso de comidas, bebidas e comportamento.

» Fotos do desfile
» Assista a trechos do desfile da Tessuti

A coleção de Clara Vasconcelos teve inspiração em desenhos e gravuras de artistas que retrataram o Brasil a partir do século XVII. O resultado disso é uma moda clássica e cheia de toques de nobreza alternada com simplicidade.

Carol Ribeiro abriu a apresentação com o mar, o centro do Rio e muita natureza ao redor. Ela vestia saia balonê que simulava as peças antigas, mas sem o comprimento longo ou tecidos pesados. A camisa ganhou rendinhas nas pontas, mas a grife também explorou as mangas bufantes e amarrações.

As cinturas aparecem marcadas e longilíneas em vestidos esvoaçantes e cheios de decotes e recortes. Os babados descem em camadas e combinam com detalhes delicados de laços arrematados nas costas.

Os shorts ficam elegantes no corte da alfaiataria e os casaquinhos têm a leveza e fluidez que o verão exige. Os tecidos exploram o caimento no corpo esbelto com gaze, linho, seda e algodão em tons de amarelo, cru, mostarda, verde e bege.

O desfile foi sem trilha sonora. Os espectadores ouviam apenas o barulho de aviões, lanchas e das ondas. Com 12 looks para apresentar, o desfile durou poucos minutos. As modelos desfilaram pelo chão de paralelepípedos. Antes, havia um café da manhã repleto de doces, sucos tropicais e batidas.

No final, todos procuravam ir embora da ilha primeiro (Ela é ligada ao continente por um braço de terra asfaltado) e não havia carros suficientes para todas as pessoas. Muitos optaram por deixar a pé o local, que fica cerca de 20 minutos de caminhada até o continente.

História
A ilha onde ocorreu o desfile teve função econômica na época do Império ao receber navios de Portugal e despachá-los daqui devidamente tarifados.

Os navios saíam das ilha, cuja construção foi do engenheiro Rodolpho José Del-Vecchio, iam ao porto em frente à Casa Imperial, primeira residência do rei no Brasil (até a construção da Quinta da Boa Vista).
 

Redação Terra