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Após quatro dias de ferveção fashion, o evento oficial da moda carioca chega ao fim. O último desfile do Fashion Rio fez lotar o salão Corcovado. Eram cinco novos estilistas, com idéias cheias de frescor, apontando caminhos.
Na platéia, Carolina Ferraz, Luiza Brunet e o maridão Armando Fernandez para conferir mais algumas performances da filhota Yasmin.
A grife de Lena Santana, que leva seu nome, foi a primeira. Com percussionistas tocando ao vivo e quase todo o casting composto por modelos negras, a estilista apostou em assumir sua brasilianidade. Os jogos de cores e contrastes de estampas florais eram arrematados por adereços mais que nacionais: chapéus de cangaceiro.
Arrojado e com corte e caimento perfeitos, Wendell Braulio fez sua segunda participação no Fashion Rio. Inspirado em contrastes, direito e avesso, por um lado ele amarrava pernas inteiras de calças com cadarços; por outro, tinha baggys gigantes de moleton. Os cadarços também apareceram em ombros de blusas. Nas cores, branco, amarelo, vermelho e cinza em contraste com preto. Mariana Weickert fez as duas únicas entradas de looks femininos da coleção.
A Zigfreda fez um dos desfiles mais fofos desse Fashion Rio. Como em tantas outras coleções dessa temporada, a inspiração foi retrô: veio dos anos 40 e 50. Na passarela, Júlia Petit e suas tatoos constrastaram com suas duas entradas à la Bonequinha de Luxo. Babadinhos, brilhinhos, estampas e até gato no final: Katia Wille e Hans Blankenburgh decidiram levar o bichano para passear.
Maria Fernanda Lucena estreou no evento com uma coleção aconchegante aos olhos. Suas peças em veludo alemão vinho bordadas em paetês conseguiram a leveza que o verão brasileiro exige. Eram ternos, mini shorts e saias longas. O contraponto era feito por camisas em crepe de seda - as estampas de bolinhas foram o must.
O coletivo criativo OEstudio teve o próprio corpo humano como tema da coleção "Tecidos conjuntivos" (na divulgação para a imprensa, fez-se questão de divulgar o trabalho do Instituto Nacional de Traumato-ortopedia). Deu para notar a preocupação com a maleabilidade dos materiais usados e na facilidade de movimentos que proporcionavam. O destaque fica para jóias de orelha e o aparato usado para alguns modelos, "forçando" um sorriso.
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