Isabela Capeto fechou a 17ª edição do Fashion Rio
Foto: Felipe Panfili/AgNews
- Iesa Rodrigues
- Direto do Rio de Janeiro
Uma boa semana, esta do Fashion Rio. O espaço é bom, confortável, apesar do frio congelante nas salas - melhor do que o calor infernal externo, na edição de janeiro.
Há sandálias, jóias, restaurantes, carrinhos elétricos meio inoperantes, eternamente carregando baterias, mas nota-se uma redução no lado festivo do evento. O Rio-à-Porter sofre o isolamento que sofria o antigo Fashion Business, quando acontecia junto com o Fashion Rio e competia com a agenda de desfiles. Falo como imprensa, e priorizo os desfiles, porque dão a imagem do que virá a ser moda, melhor do que as peças nos cabides do salão de negócios. Os desfiles cumpriram a missão de anunciar um verão florido, leve, com recortes e vazados. Algum alerta para o lado militar, um pouco básico e muito decorativo.
Os bordados diminuiram de impacto, ficaram por conta de quem entende do assunto, como a Printing e a Isabela Capeto. O lado emocional foi preenchido pelo desfile da Mara Mac e da Blue Man, por histórias de problemas financeiros ou pela morte do proprietário.
Só faltou um pouco mais de animação e calor na plateia. Muito contida, bem comportada. Nem os fotógrafos fizeram a habitual graça, de imitar animais e chamar as modelos para mais uma paradinha para as fotos. Até porque não tem mais paradinha, que pena.
Vamos animar, gente, é a moda brasileira que também merece ter torcida.
- Especial para Terra



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