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 Café e bagaço de cana viram acessórios fashion
01 de junho de 2010 22h05

Produtos feitos a partir de materiais alternativos, como a fibra da bananeira. Foto: Rosangela Espinossi/Especial para Terra

Produtos feitos a partir de materiais alternativos, como a fibra da bananeira
Foto: Rosangela Espinossi/Especial para Terra

Rosângela Espinossi
Direto do Rio de Janeiro

Pó de café, bagaço de cana, garrafas Pet, fibra de bananeira, cápsulas de café Nespresso usadas. Todos esses produtos têm um fim certo na casa de muita gente: o lixo. Pois para alguns designers que estão no Rio-à-Porter, feira de negócios que acontece junto com o Fashion Rio, transformam esses materiais em objetos de design, como colares e bolsas.

A marca Zóia, do Rio de Janeiro, especializada em produzir acessórios de cerâmica plástica, também inova em materiais. Tem colar que leva um revestimento de lâmina de PET, usadas geralmente para revestir móveis. As peças são de lâmina de bambu e um dos lados recebe o produto feito a partir desse tipo de plástico das garrafas.

A proprietária Alessandra Wagner diz que também estão dando um uso ao pó de café utilizado na fábrica. "Depois de usado, no lugar de ir para o lixo, passa por um processo de compactação, recebendo outros componentes para ficar duro", disse. O produto tem 90% de pó reciclável e exala o cheiro do café. A empresa também criou um colar com 21 cápsulas de Nespresso, como protótipo. "A aceitação foi grande e pelo menos 50% dos pedidos incluíram a peça." As sobras das cerâmicas plásticas também são reutilizadas para a confecção de acessórios. A média de preço ao consumidor dos produtos da empresa é de R$ 100.

A designer Denise Corrêa, dona da grife Donna Onça, que existe há dois anos, trabalha com bagaço de cana, lona e tecido de Pet, além de fibra de bananeira para criar bolsas e carteiras. "Uma carteira demora em média uma semana para fazer, a partir da prensagem do bagaço", afirmou.

Denise mantém parceria com a AME (Associação de Mulheres Empreendedoras de Campos de Goyatacazes), integrantes do ProArte, grupo de produção artesanal da cidade fluminense. As mulheres produzem ainda carteiras a partir de filtro de café usado e bijuterias também com o bagaço de cana.

Especial para Terra
  1. Esferas feitas a partir de pó de café usado: uma criação da Zóia

    Foto: Rosangela Espinossi/Especial para Terra

  2. Bolsa e carteira produzidas com fibras de garrafas Pet, da Donna Onça

    Foto: Rosangela Espinossi/Especial para Terra

  3. Outro colar da Zóia que recebe laminado de Pet

    Foto: Rosangela Espinossi/Especial para Terra

  4. Placas feitas de bambu que recebe laminado de garrafa Pet, deixando-as com tonalidade escura em um dos lados



    Foto: Rosangela Espinossi/Especial para Terra

  5. Esferas feitas de sobras de cerâmica plástica da grife Zóia



    Foto: Rosangela Espinossi/Especial para Terra

  6. Placas feitas de bambu que recebe laminado de garrafa Pet, deixando-as com tonalidade escura em um dos lados



    Foto: Rosangela Espinossi/Especial para Terra

  7. Carteira de lona de garrafa Pet e bagaço de cana

    Foto: Rosangela Espinossi/Especial para Terra

  8. Fecho de carteira feito com bagaço de cana da Donna Onça

    Foto: Rosangela Espinossi/Especial para Terra

  9. Fibra de bananeira também é usada para a produção de bolsas, como essa da Dona Onça

    Foto: Rosangela Espinossi/Especial para Terra

  10. Carteira feita pelas mulheres da cooperativa de Campos comk filtro de pó de café

    Foto: Rosangela Espinossi/Especial para Terra

  11. Colares feitos pelas artesãs da cooperativa de Campos de Goyatacazes com bagaço de cana

    Foto: Rosangela Espinossi/Especial para Terra

  12. Cápsulas de Nespresso usadas se transformam em enfeite de colar da Zóia: 50% dos pedidos incluem a peça

    Foto: Rosangela Espinossi/Especial para Terra

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