
Atualizada às 00h35
Enfim, Beto Neves encerrou a semana com todos os aplausos merecidos. O desfile começou morno, parecia igual a todos vistos antes. Blusões de capuz, calças e bermudas xadrezes, jaquetas e camisetas, camisas em tie-dye. Na passarela, uma fila de isopores, com latinhas de cerveja espetadas, como se vê na Lapa, o bairro homenageado. A expectativa crescia, a platéia esperando uma performance, um passinho de samba que fosse. E vinham mais modelos, êpa, um com collant claro e bermuda. Outro, de camiseta e meia de renda preta, chapéu de banda e bolsinha: Madame Satã!
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» Milton Gonçalves incorpora o malandro carioca da Complexo B
O malandro famoso, encarnado em moda, deu o sinal que a coisa ia esquentar. O travesti Patrícia entrou, de microvestido de paetês e casaco de pele fake, de oncinha azul, lindona, rebolante, parou para os fotógrafos. Dali em diante, não houve mais camisa bonita em tie-dye, nem calça bem cortada que cortasse a onda da Complexo B.
Lá do fundo da sala, veio o Milton Gonçalves, de terno branco, chapeuzinho, todo feliz, pedindo aplausos (e recebendo muitos).
Foi um final animado, que encerrou festivamente a edição de inverno do Fashion Rio.
Iesa está na área da moda desde o final dos anos 60, quando começou no Jornal do Brasil como ilustradora. Passou à produção e redação nos anos 70. Trabalhou na revista Desfile, na sucursal das femininas da Editora Abril em 80, mas voltou ao JB como editora da revista Domingo.
Há 12 anos abriu o site www.estiloiesa.com.br e em 2001 criou o curso de Jornalismo de Moda no Senac Rio.
Especial para Terra
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Ricardo Leal/Photo Rio News
O travesti Patrícia Araújo chamou a atenção no microvestido brilhante
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