
Atualizada às 23h12
Todo evento tem que dedicar parte de seu espaço a uma idéia. Algo que não se vende, mas se aprecia. Na moda, chamamos de conceito, a vanguarda do comercial. A baiana Marcia Ganem fica por aí, neste território de arte. Este desfile, feito para um tempo de incertezas, com peças versáteis, capas que viram blusas, túnicas que podem ser golas, apresentou poucas novidades de estilo.
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» Trama artesanal une modelos na passarela
Baseada nos mantos de todos os povos e religiões, budistas, xamãs, sufis, indígenas, Marcia fez mais longos os modelos em franjas presas em fios de poliamida ou no Lyn, novo fio que deve as letras provavelmente ao nylon, e tem toque de seda. Mostrou mais longos, mais românticos e suaves, em gazes e organzas.
Vai vender horrores? De jeito nenhum, porque é arte, assunto de poucas peças para quem tem cultura suficiente para vestir. No final, as modelos voltaram, dentro de uma grande e comunitária capa. Marcia é parte importante no Fashion Rio. É o futuro, a partir das matérias do presente
Iesa está na área da moda desde o final dos anos 60, quando começou no Jornal do Brasil como ilustradora. Passou para a produção e redação nos anos 70. Trabalhou na revista Desfile, na sucursal das femininas da Editora Abril em 80, mas voltou ao JB como editora da revista Domingo.
Há 12 anos abriu o site www.estiloiesa.com.br e em 2001 criou o curso de Jornalismo de Moda no Senac Rio.
Especial para Terra
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Ricardo Leal/Photo Rio News
Márcia utiliza peças versáteis, dedicada à vanguarda comercial
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23h23 » Alfaiataria e cores discretas dão o tom da próxima temporada