
Atualizada às 00h36
Os longos e curtos da Kylza Ribas são montados em camadas. Camadas de corte reto, de tecidos vazados, arredondados ou dobrados como bolsos do lado do avesso. Nem sempre são simples sedas ou malhas, porque ela sabe refazer os tecidos. Dobra, amassa, fotografa o dobrado e o amassado e manda para a estamparia digital. É o tecido de tecido, retrabalhado, que dá um aspecto aquarelado misterioso.
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Ok, muitas vezes a técnica compromete a moda, como aconteceu no longo com a estampa escura demais, parecendo suja. Foi um modelo só, porque nos ontros deu certo. A arte, inspiração da coleção, se justifica em pedaços e obras famosas misturadas nas estampas. A lata de sopa de Andy Warhol, símbolo do período POP, as flores do Impressionismo, as bailarinas de Degas, o rosto de Frida Kahlo ou as figuras coloridas de Miró.
Meio pesada a ala de tricô com lã tipo pluma, funcionou no colete, mas não no casacão.
Iesa está na área da moda desde o final dos anos 60, quando começou no Jornal do Brasil como ilustradora. Passou à produção e redação nos anos 70. Trabalhou na revista Desfile, na sucursal das femininas da Editora Abril em 80, mas voltou ao JB como editora da revista Domingo.
Há 12 anos abriu o site www.estiloiesa.com.br e em 2001 criou o curso de Jornalismo de Moda no Senac Rio.
Especial para Terra
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Ricardo Leal/Photo Rio News
A estilista Kylza Ribas constrói suas peças com recortes de sedas e malhas
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23h23 » Alfaiataria e cores discretas dão o tom da próxima temporada