
Atualizada às 00h43
A segunda etapa dos novos talentos contou com um toque de humor, muito tricô e a confirmação da atitude atual na moda: é preciso criar para vender. Estes foram os desfilantes, mais uma vez vindos de várias partes do País.
» Veja fotos do desfile de Alexandre Guimarães
» Veja fotos do desfile de Halleck
» Veja fotos do desfile da Pure
» Veja fotos do desfile da R.Groove
» Veja fotos do desfile da Stefania
» Veja fotos do desfile da Tchibi
» Assista a trechos do desfile do Rio Moda Hype 
» Novas grifes exibem coleções com cara de inverno
Pure (Belo Horizonte): simples, original em acabamentos soltos, pregueados, sanfonas prolongadas. Tudo em tricô mesclado em tom escuro entremeado de fios brilhantes. Para usar no frio, as golas-cachecóis.
Stefania Rosa (Brasília): quem esperava as cores e curvas de Gaudí, arquiteto que inspirou a coleção, esperou sentado. Stefania caprichou em plissados de um lado só de um casaco cinza, na blusa com pregas na barra e fecho também de um lado só, na linda pantalona pregueada. Bem bonito, o conjunto, mas para mim tem mais cara de Madri, graças às cores sóbrias e ao drama de formas.
Al. G. (Londrina): o Alexandre Guimarães prometeu Sucata como tema. De novo, quem esperava lixos, plásticos, se deu mal. Os vestidinhos estreitos e curtos do Alexandre, em silhueta pirulito, mais larga para cima e estreita para baixo, escondiam o significado de sucata. Porque eram os tecidos reciclados, as fraldas que viram tricôs e o tactel de bermuda de surfista como matéria de vestidos. Depois que se sabe disto, admira-se mais o trabalho dele. Na hora, juro que gostei mais dos prendedores de cabelo, em metal tipo latão.
Halleck (Rio de Janeiro): falta algo ao Silvio Halleck. Trabalha na Osklen, estuda na UVA e fez especialização em chapelaria, que máximo. Com a metalurgia como conceito, mostrou hoodies estreitos, calças estreitas, muito padrão Argyl em preto e branco. Só que falta algo de alfaiataria, um corte mais profissional. Ah, o Sílvio aprende: ele tem só 21 anos.
Tchibi (São Paulo): a Mariana fez um Néo-Folk simples, com tie-dyes, golas-echarpes de tricô, meias listradas de preto e cinza. Cinza, preto, crochê, tricô, uma fórmula simples, que deu certo. Ainda gostei muito do perfil de menina que usa Tchibi: ela faz tricô, ouve rock e vê TV coreana.
R. Groove (Rio de Janeiro): o toque de humor que faltava! Moda masculina cheia de corações aplicados sobre suéteres em pontos largos de tricô, broches de coraçõezinhos enfeitando camisas, listrados em preto, cinza, azul, amarelo. Os rapazes de óculos brancos redondões, touquinhas com pompons de tricô, muito sérios. Chega de graça: o Rique Gonçalves é divertido, mas tem também boas calças de gancho baixo, com abotoamento aparente.
Iesa está na área da moda desde o final dos anos 60, quando começou no Jornal do Brasil como ilustradora. Passou à produção e redação nos anos 70. Trabalhou na revista Desfile, na sucursal das femininas da Editora Abril em 80, mas voltou ao JB como editora da revista Domingo.
Há 12 anos abriu o site www.estiloiesa.com.br e em 2001 criou o curso de Jornalismo de Moda no Senac Rio.
Especial para Terra
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Cleomir Tavares/Photo Rio News
O estilista Alexandre Guimarães apresentou looks com recortes diferenciados
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23h23 » Alfaiataria e cores discretas dão o tom da próxima temporada