
Atualizada às 17h06 Mariana Hansen
Sobre a estréia no Fashion Rio, Virgínia Falcão, estilista da marca Francisca, diz que não havia lugar melhor para mostrar seu trabalho que o Rio de Janeiro. "A cidade tem tudo a ver com a minha coleção. E as cariocas ensolaradas são como as mulheres da minha terra", conta. Ela não nega o friozinho na barriga, mas sem ele, como disse, não teria graça. "Ser aceita é importantíssimo", finaliza.
"Sou uma apaixonada pelo étnico". É assim que Virgínia começa a explicar sua coleção de inverno. Com estampas de mulheres africanas e de tatuagem de henna indiana, Virgínia propõe um inverno bem relaxado e fresco, incluindo muitas sandálias rasteiras e chalés de renda de filé. "Não é a minha praia fazer coisa fechada. Eu moro em um lugar (Recife) que faz 35 graus o ano inteiro. O inverno é uma estação distante pra mim", diz. Outro ponto marcante no estilo Francisca é a pegada artesanal em alguns detalhes como as escamas de peixe que lembram madrepérola na luz. "Eu gosto de valorizar os materiais da minha terra que a gente não acha em qualquer lugar."
Já que fala tanto de etnias em sua coleção, a estilista não podia ficar de fora da constante polêmica sobre a ausência de modelos negras na passarela. "Vou ter modelo negra, sim. No meu universo em Recife sempre uso modelos negras. Eu acho elas lindas, incríveis e têm tudo a ver com a minha marca. Eu também levanto esta bandeira", finaliza.
No backstage, a grande sensação era o neto da estilista. Com pouco mais de 30 anos, Virgínia é avó de Zion, de um ano. "Tive minha filha, mãe dele, muito cedo. Com quinze anos", explicava, enquanto as pessoas ficavam boquiabertas com a revelação. Virgínia parece tudo, menos avó.
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