
Atualizada às 00h04
Muito liiiindo o desfile da Cantão! Incrível como esta marca fundada em 1967 mantém o pique. Encontros de longe e de perto (bem adequado o tema a estes tempos de Internet) integraram a equipe de estilo de Yamê Reis nas tendências nômades previstas para o inverno.
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Sem muita distinção de origens ou de países, passaram vestidos curtos e soltos em estampas mexicanas, penas de pavão, alguns rebordados com espelhinhos, como nos anos 70, outros com mangas meio-bufantes, justas até os cotovelos, sempre com botinhas tipo caubói, trabalhadas com desenhos geométricos e borlas franjadas. O tipo, a cara da Cantão, e da própria Yamê, que não dispensa uma bota nem no verão. Na ala dos jeans, muita proposta bacana, de calças coloridas, pesquisadas por Guilherme Gaspar: se ele diz, vai pegar. E o que ele disse foi a calça mais volumosa, com cintura amarrada. Linda!
Chega de elogios desenfreados. O mais incrível é o poder de renovação de uma marca balzaquiana, que começou fazendo blusinhas de tricô de listrinhas mulicoloridas. Coincidência com esta coleção étnica, viajante e divertida? Não, isto se chama DNA, identidade, perfil. Estas qualidades moderninhas, cultivadas pela Cantão.
Iesa está na área da moda desde o final dos anos 60, quando começou no Jornal do Brasil como ilustradora. Passou à produção e redação nos anos 70. Trabalhou na revista Desfile, na sucursal das femininas da Editora Abril em 80, mas voltou ao JB como editora da revista Domingo.
Há 12 anos abriu o site www.estiloiesa.com.br e em 2001 criou o curso de Jornalismo de Moda no Senac Rio.
Especial para Terra
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Ricardo Leal/Photo Rio News
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