
Atualizada às 20h54 Iesa Rodrigues
Como pode, uma releitura de Valentino e dos livros dos balés russos, ser inovadora? Pois pode, queridos. Foi o que se viu na Tessuti, quase um total black, de vestidos femininos, decotados, com laços decorando as cinturas, comprimentos curtos pouco acima dos joelhos, casacos tipo caban, mais clássicos e já vistos impossível.
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Daí que a Fafá Cosenza apresenta seus modelos criados para mulheres corajosas e fortes, que acreditam na feminilidade antiga. E veste os grandes clássicos sobre segundas-peles, bodies e luvas pretas, o que dá um encanto inovador aos looks. Claro que quem quiser vestir seu tomara-que-caia sobre a pele, vá em frente.
É bom ver uma releitura assim, ainda por cima, muito bem-feita, impecável de cortes e costuras. Melhor ainda.
Vamos combinar: a gente pensa que são peças clássicas, já vistas. Mas quem tem hoje em dia uma saia de renda chantilly preta, curta na medida certa? Ou um jumper preto, com rosa de tecido na cintura? Na parte final, brotam rosas vermelhas em saias de gazar, tomaras-que-caia mais para o conceitual do que para a vida real e as modelos formam o belo quadro vivo na boca-de-cena.
Iesa está na área da moda desde o final dos anos 60, quando começou no Jornal do Brasil como ilustradora. Passou à produção e redação nos anos 70. Trabalhou na revista Desfile, na sucursal das femininas da Editora Abril em 80, mas voltou ao JB como editora da revista Domingo.
Há 12 anos abriu o site www.estiloiesa.com.br e em 2001 criou o curso de Jornalismo de Moda no Senac Rio.
Especial para Terra
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Ricardo Leal/Photo Rio News
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