
Atualizada às 23h31
Este foi um dia que começou na floresta, continuou nos chás e acabou com Cauã Reymond. Também confirmou uma tendência que já havia sido marcante nos desfiles de setembro no hemisfério norte: a hora é de vender roupa, sapato, colar e bolsa. Chega de insinuações de corpos pelados, de casacos desabotoados, de microssaias. Porque quando o desfile conta com este tipo de apelação e beldades exibidas, é o que vale como imagem da apresentação.
» Redley 
» Giulia Borges 
» Homem de Barro 
» Coven 
» Mara Mac 
» Melk Z-da 
» Alessa 
» TNG 
E o pobre do cara que criou, desenhou e produziu meia dúzia de casacos e calças fica a ver navios. O público que não vê a coleção inteira e só toma conhecimento através do noticiário, desconhece as propostas da temporada. Só vai saber ou entender, quando saírem as vitrines, na abertura da estação.
Então, para que serve o evento, cheio de desfiles e roupas? A nova atitude atende à necessidade mais premente deste ano, que promete exigir seriedade. Seriedade na moda é venda. Decotes e sensualidade sem motivo não fazem parte das tendências do Fashion Rio.
Iesa está na área da moda desde o final dos anos 60, quando começou no Jornal do Brasil como ilustradora. Passou à produção e redação nos anos 70. Trabalhou na revista Desfile, na sucursal das femininas da Editora Abril em 80, mas voltou ao JB como editora da revista Domingo.
Há 12 anos abriu o site www.estiloiesa.com.br e em 2001 criou o curso de Jornalismo de Moda no Senac Rio.
Especial para Terra
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Márcio Nunes/Photo Rio News
A tendência apresentada pelos estilistas exibe peças sóbrias e comportadas
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