Iesa Rodrigues

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Iesa Rodrigues

Segunda, 12 de janeiro de 2009, 23h27 Atualizada às 23h31

Grifes exibem coleções com peças menos sexies

Iesa Rodrigues Este foi um dia que começou na floresta, continuou nos chás e acabou com Cauã Reymond. Também confirmou uma tendência que já havia sido marcante nos desfiles de setembro no hemisfério norte: a hora é de vender roupa, sapato, colar e bolsa. Chega de insinuações de corpos pelados, de casacos desabotoados, de microssaias. Porque quando o desfile conta com este tipo de apelação e beldades exibidas, é o que vale como imagem da apresentação.

» Redley
» Giulia Borges
» Homem de Barro
» Coven
» Mara Mac
» Melk Z-da
» Alessa
» TNG

E o pobre do cara que criou, desenhou e produziu meia dúzia de casacos e calças fica a ver navios. O público que não vê a coleção inteira e só toma conhecimento através do noticiário, desconhece as propostas da temporada. Só vai saber ou entender, quando saírem as vitrines, na abertura da estação.

Então, para que serve o evento, cheio de desfiles e roupas? A nova atitude atende à necessidade mais premente deste ano, que promete exigir seriedade. Seriedade na moda é venda. Decotes e sensualidade sem motivo não fazem parte das tendências do Fashion Rio.


Iesa está na área da moda desde o final dos anos 60, quando começou no Jornal do Brasil como ilustradora. Passou à produção e redação nos anos 70. Trabalhou na revista Desfile, na sucursal das femininas da Editora Abril em 80, mas voltou ao JB como editora da revista Domingo.

Há 12 anos abriu o site www.estiloiesa.com.br e em 2001 criou o curso de Jornalismo de Moda no Senac Rio.

Especial para Terra

Márcio Nunes/Photo Rio News
A tendência apresentada pelos estilistas exibe peças sóbrias e comportadas
A tendência apresentada pelos estilistas exibe peças sóbrias e comportadas

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