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Novo calendário da moda promete diminuir preço das roupas em 10%

6 nov 2012
12h34
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Mais uma vez, em paralelo ao Fashion Rio , acontece o Fashion Business, que movimenta mais de 800 milhões em vendas. A 21ª edição do evento, que atualmente acontece no hotel Royal Tulip e no Fashion Mall, em São Conrado, começa nesta terça-feira (6) e segue até sexta-feira (9).

"Excepcionalmente para esta edição, as pessoas saíram de uma zona de conforto e tiveram que acelerar a produção e criação" disse Eloysa Simão sobre mudança de data do evento
"Excepcionalmente para esta edição, as pessoas saíram de uma zona de conforto e tiveram que acelerar a produção e criação" disse Eloysa Simão sobre mudança de data do evento
Foto: Mauricio Melo / AgNews

Apesar de Eloysa Simão, diretora geral do evento, afirmar ao Terra que as datas do Fashion Business são "totalmente independentes das datas do FR", conclui que a mudança do calendário era necessária e vai trazer grandes benefícios ao mercado.  "Fui uma das pessoas que fez mais campanha para essa mudança. Há 3 anos estamos querendo trazer para outubro e novembro", disse, reafirmando que o evento deveria ter acontecido uma semana antes do FR, mas foi adiado por conta de atrasos com obras.

"O benefício desta nova data é aumentar a lucratividade das empresas e diminuir o prejuízo. As pessoas vão vender mais distante do momento da entrega e terão mais tempo para a produção", destacou Eloysa. "Além disso, as pessoas não  precisam produzir antes de vender. Isso vai fazer com  com que o erro diminua. Diminui o prejuízo e aumenta a lucratividade", acrescentou.

Para esclarecer esse tipo de lucro e prejuízo, Eloysa disse que, antigamente, as coleções eram lançadas em janeiro e precisavam ser  entregues no final de fevereiro. A grande produção acontecia mesmo sem saber se aquilo iria vender. "O prejuízo estava embutido no mercado. Agora ele não precisa produzir nessa pressa", disse. Com isso, as expectativas são que o preço das roupas para o consumidor final diminua 10% e a economia de vendas suba 15%, alcançando 120 milhões de reais.

Para a diretora, a alteração de datas não teve um lado ruim. "Excepcionalmente para esta edição, as pessoas saíram de uma zona de conforto e tiveram que acelerar a produção e criação. Como é o primeiro ano, é claro que tiveram algumas empresas mais resistente. Mas, no geral, as pessoas estavam preparadas", disse. "A gente espera que as pessoas definitivamente consagrem essa mudança e o mercado comece a trabalhar com antecedência.

O evento, que não conta mais com um line-up , está totalmente focado na área comercial da moda . "O evento não foi feito para o consumidor final e sim para o profissional que trabalha na área. Mas no ano que vem voltamos a crescer. Ainda não estamos divulgando nada. O foco é a mudança de calendário, as vendas antecipadas e a organização", explicou. Para Eloysa, esse novo momento da moda vai fazer com que as inadimplência diminua. "Esperamos dar um passo importante na moda."

Para esta edição, a organização espera 20 mil compradores que vão acompanhar as novidades de 170 marcas , incluindo algumas grifes novas como Richards, CCm, Fruta Cor, Oma Tees e My Shoes.

Aqueles que vão visitar o local vão se deparar com uma cenografia inspirada no "tempo". "Temos luzes que brincam com o olhar das pessoas. Teremos vídeos e cenografia de luz que mostram o tempo, o movimento e a ideia é cutucar as pessoas com essa questão", finalizou.

Terra

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