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03 de dezembro de 2012 • 18h30 • atualizado às 18h44

Em SP, Diane Von Furstenberg fala que Brasil é o país do momento

Usando um vestido com estampas de borboleta de sua própria grife, a estilista não poupou simpatia
Foto: Edson Lopes / Terra
 

Nesta segunda-feira (3), Diane von Furstenberg foi a um coquetel em sua loja no shopping JK Iguatemi, em São Paulo, para uma tarde de autógrafos de livro em que é responsável pelas ilustrações. A criadora do icônico vestido-envelope contou que adora o Brasil. "Eu costumava dizer que o Brasil era o país do futuro. O futuro chegou e agora é o momento dele", disse a estilista que até agradeceu a todos com um "obrigada" em português. 

"Eu acho as brasileiras muito bonitas. Me encanta como elas são, como elas se vestem. Eu não poderia escolher um estilista brasileiro preferido. Tem muitos e todos são muito bons. A moda por aqui é ótima", completou. Quando questionada sobre o próximo destino por aqui, ela afirma "Brasília". "Eu conheço algumas cidades lindas daqui, mas nunca fui à Brasília. Quem sabe na próxima viagem", detalhou.

Usando um vestido com estampas de borboleta de sua própria grife, a estilista não poupou simpatia com aqueles que foram prestigiar o evento. Entre clientes que não hesitaram em tirar fotos, as crianças foram as que ganharam mais atenção. "Eu tenho netos. Depois que você tem netos você passa a não resistir mais às crianças", disse à uma das clientes que levou a filha vestida com uma de suas peças  da linha kids.

Dentro de sua própria loja, Diane aproveitou para mostrar alguns novos itens DVF desenvolvidos para o Natal e Ano Novo, que ela recomenda para qualquer mulher como sugestão de presentes. "Temos lindas bolsas, clutches para a noite, vestidos, claro, e joias que fiz em parceria com a H.Stern, inclusive esta pulseira que estou usando", falou apontando para o seu braço. "O que mais eu poderia sugerir? Tudo isso que está aqui", brincou.

Entre um autógrafo e outro, algumas clientes aproveitaram para experimentar peças e pedir uma consultoria especial para a "dona da arte". "Eu amo esse modelo roxo", disse para uma das mulheres. "Esse tom está perfeito para a estação. Você pode usar com um sapato preto para o Natal, por exemplo", deu a dica.

Mas quando o assunto é cor, Diane aposta em outro tom: "o vermelho. Toda mulher fica linda de vermelho. É só escolher o modelo certo de vestido e ela sempre estará elegante", disse.

O segredo do vestido-envelope

A belga naturalizada americana e responsável pelo icônico wrap dress (vestido-envelope), que surgiu nos anos 70, confessou que acredita que nunca dá para prever quando uma peça de roupa vai entrar para a história. "Você nunca pode dizer isso. Tudo depende da época em que vivemos e da inovação que chega ao mercado de moda. Para você dizer que uma peça virou ícone, você precisa esperar alguns anos. Algo da moda hoje pode virar um ícone amanhã, daqui alguns anos, ou nunca", disse.

Diane contou que, para desenvolver suas coleções, acompanha as transformações do público feminino. "A mulher está sempre mudando e eu pego essas mudanças para criar coisas novas. Estou sempre acompanhando", destacou.

Apesar de ser vista constantemente com modelos envelope, Diane disse que não tem um tipo de roupa preferido. "Tudo depende do dia. Atualmente eu uso o que combina com meu humor", declarou. Seguindo o mesmo discurso, a estilista revelou seu segredo de moda: "o mais importante é se sentir confortável, seguro e se expressar com aquilo que você usa."

De estilista a ilustradora

Diane Von Furstenberg and the Tale of The Empress's New Clothes, de autoria de Camila Morton, tem as ilustrações da estilista."Camila pegou um pouco da vida de designers famosos e colocou essas histórias como um conto de fadas", disse Diane em rápida entrevista ao Terra. Basicamente, o livro, inspirado na obra A Roupa Nova do Rei, conta a história de uma princesa que tenta entrar no mundo da moda. Por isso, nada melhor do que a designer para "estrelar" a história. Nos anos 60, Diane foi casada com o príncipe Engon von Furstenberg e já teve um título de princesa. "A história se assemelha a minha", disse sobre a personagem que realmente foi inspirada nela. "Nele, Manolo Blahnik e Christian Lacroux também viram personagens", acrescentou.

Nenhuma página do livro passa em branco, sem algum desenho da estilista. De qualquer forma, ela afirma que existe uma grande diferença entre desenhar para um livro ou desenhar uma coleção para a sua linha. "São coisas opostas. Para o livro eu fiz apenas ilustrações e não croquis. A base é outra, a inspiração é outra. Eu tive que acompanhar uma história", contou.

 

Terra