
Foi um dia mais calmo, porque concentrou os desfiles nas salas no Forte de Copacabana, não obrigou a deslocamentos pela cidade. Eles podem ser muito interessantes, mostram outros points do Rio, mas também cansam quem deve assistir à tudo, batalha para conseguir um acesso à Internet e carrega equipamentos pesados. Fazer o quê? No mundo inteiro a onda é esta. Os estilistas gostam de ser diferentes e variam as locações de suas passarelas. Podiam se contentar em inventar coleções originais.
» Cris Barros
» Iódice
» Rosa Chá
» Totem
» Isabela Capeto
O que foi visto hoje provou que há muitas maneiras de se vestir no verão. Fez bonito a Cris Barros, com seus vestidos brancos e as estampas florais aquareladas. A Totem se alinhou com Carlos Miele na proposta de uma moda masculina mais colorida e moderna, e destacou acessórios diferentes em bolsas e bijuterias.
Da Rosa Chá, sempre se espera mais do que roupa de ir à praia e foi surpreendente a dimensão do luxo nos maiôs com recortes e cristais sobre rendas, passando sobre um espelho d'água. E Valdemar Iódice desenvolveu mais estampados marinhos e vestidos de seda a partir do que fez para o verão, visto no São Paulo Fashion Week. Destaque para os tops em neoprene branco.
Até Nizan Guanaes estava mais relax, sambando na lateral da passarela, todo de branco (hoje é sexta-feira, ele é baiano, gente), contando que fez a adaptação de Cidade Maravilhosa ele mesmo. A euforia do diretor pode significar a continuação do Claro Rio Summer, uma dúvida generalizada na platéia. Tudo depende da reação geral, do que dirão ou escreverão os jornalistas internacionais e nacionais, da repercussão para as marcas participantes. E da disposição dos patrocinadores, claro. Há boas soluções de montagem, um bom acabamento nas construções e uma vontade de fazer certo. Segundo comentário de uma convidada, "até os banheiros químicos estão limpíssimos, impecáveis".
É por aí, nestes detalhes, que se constrói uma semana de moda profissional. Com estrutura, empenho de organização e coleções. Se elas são boas ou não, é outro caso. Se houver uma maravilhosa, já valeu a pena.
Iesa está na área da moda desde o final dos anos 60, quando começou no Jornal do Brasil como ilustradora. Passou para a produção e redação nos anos 70. Trabalhou na revista Desfile, na sucursal das femininas da Editora Abril em 80, mas voltou ao JB como editora da revista Domingo.
Há 12 anos abriu o site www.estiloiesa.com.br e em 2001 criou o curso de Jornalismo de Moda no Senac Rio.
Especial para Terra
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Ricardo Leal/Photo Rio News
Vestidos da Iódice abusam das estampas marinhas
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00h27 » Começo e final foram acertados