Iesa Rodrigues

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Iesa Rodrigues

Sexta, 7 de novembro de 2008, 21h54

Euforia de Nizan Guanaes pode render novo Rio Summer

Iesa Rodrigues Foi um dia mais calmo, porque concentrou os desfiles nas salas no Forte de Copacabana, não obrigou a deslocamentos pela cidade. Eles podem ser muito interessantes, mostram outros points do Rio, mas também cansam quem deve assistir à tudo, batalha para conseguir um acesso à Internet e carrega equipamentos pesados. Fazer o quê? No mundo inteiro a onda é esta. Os estilistas gostam de ser diferentes e variam as locações de suas passarelas. Podiam se contentar em inventar coleções originais.

» Cris Barros
» Iódice
» Rosa Chá
» Totem
» Isabela Capeto

O que foi visto hoje provou que há muitas maneiras de se vestir no verão. Fez bonito a Cris Barros, com seus vestidos brancos e as estampas florais aquareladas. A Totem se alinhou com Carlos Miele na proposta de uma moda masculina mais colorida e moderna, e destacou acessórios diferentes em bolsas e bijuterias.

Da Rosa Chá, sempre se espera mais do que roupa de ir à praia e foi surpreendente a dimensão do luxo nos maiôs com recortes e cristais sobre rendas, passando sobre um espelho d'água. E Valdemar Iódice desenvolveu mais estampados marinhos e vestidos de seda a partir do que fez para o verão, visto no São Paulo Fashion Week. Destaque para os tops em neoprene branco.

Até Nizan Guanaes estava mais relax, sambando na lateral da passarela, todo de branco (hoje é sexta-feira, ele é baiano, gente), contando que fez a adaptação de Cidade Maravilhosa ele mesmo. A euforia do diretor pode significar a continuação do Claro Rio Summer, uma dúvida generalizada na platéia. Tudo depende da reação geral, do que dirão ou escreverão os jornalistas internacionais e nacionais, da repercussão para as marcas participantes. E da disposição dos patrocinadores, claro. Há boas soluções de montagem, um bom acabamento nas construções e uma vontade de fazer certo. Segundo comentário de uma convidada, "até os banheiros químicos estão limpíssimos, impecáveis".

É por aí, nestes detalhes, que se constrói uma semana de moda profissional. Com estrutura, empenho de organização e coleções. Se elas são boas ou não, é outro caso. Se houver uma maravilhosa, já valeu a pena.


Iesa está na área da moda desde o final dos anos 60, quando começou no Jornal do Brasil como ilustradora. Passou para a produção e redação nos anos 70. Trabalhou na revista Desfile, na sucursal das femininas da Editora Abril em 80, mas voltou ao JB como editora da revista Domingo.

Há 12 anos abriu o site www.estiloiesa.com.br e em 2001 criou o curso de Jornalismo de Moda no Senac Rio.

Especial para Terra

Ricardo Leal/Photo Rio News
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