| Rogério Lorenzoni/Terra |
 A atriz desfilou para Walério Araújo |
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A atriz Maria Luiza Mendonça, que já havia dado uma voltinha na passarela de Ronaldo Fraga, no SPFW, parece que gostou do mundo da moda e desfilou para Walério Araújo, que encerrou a Casa de Criadores. Vestindo um tailleur estampado, ela fez uma performance cheia de caras e bocas.
» Theodora
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» Walério Araújo
Assim como a Zapping no SPFW, Walério Araújo buscou inpiração na rua 25 de Março, reduto paulistano das sacoleiras e dos produtos importados. A rua tem um valor afetivo para o estilista, que trabalhou lá no início da carreira: "É um lugar mágico", diz. O resultado foi uma coleção de cores fortes, como vermelho vermelho, fúcsia, bege, preto, prata e ouro. Na carta de tecidos, seda, tafetá, brim, veludo, atoalhados, rendas e jacard.
O desfile da Theodora, que abriu a noite, mostrou que a grife concorda que "o amor é azulzinho", com uma coleção leve, romântica, em tons azulados, aqui acolá pontuados por cortes cortes, como o vinho. A malha de algodão ganhou destaque, trabalhada em diversos comprimentos. Diretamente ligada à literatura, a estilista Rita Wainer redigiu um conto em forma de carta de amor para contextualizar o desfile, que teve a participação do ator Theodoro Cochrane, filho de Marília Gabriela.
Trecho do conto:
"O Dr. também anda contente e aliviado com o que ele e a psicanálise chamam de "progresso", controla minha ansiedade com as bolinhas azuis, me fazendo de fato ficar muito parecida com os outros.
Após o desfile da Theodora, a estréia da grife Madalena na Casa de Criadores. As peças assinadas Carol Martins mesclam materiais orgânicos com cortes e modelos urbanos, tudo com acabamento manual. Destaque para os vestidos e blusas tomara-que-caia, tendência certa da próxima estação. Outra tendência seguida pela estilista foram as estampas florais e psicodélicas, a cara dos anos 70.
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