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Casa de Criadores
Quarta, 14 de julho de 2004, 06h11 
Romantismo e fetiche no segundo dia de Casa
 
Rogério Lorenzoni/Terra
Casamento gay encerrou os desfiles de terça
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Tendo os cassinos e ruas de Las Vegas como inspiração, a Moshe encerrou o segundo dia de Casa de Criadores e conseguiu abocanhar os holofotes. Fetiche e libido deram a tônica do desfile, cujo fechamento se deu com a simulação de uma casamento gay. Na passarela, índios do oeste norte-americano, travestis (Salete Campari desfilou ao lado de um go-go boy), cafetões e suas meninas e até mesmo os missionários do amor que costumam aparecer nesses celeiros de "libertinagem". A idéia coletiva era pregar uma moda sem padrões, onde todos os passantes das ruas e cassinos têm o visual valorizado.

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Os desfiles desta terça-feira não foram transmitidos pelo Terra, como anunciado, em razão de problemas técnicos. As apresentações do dia foram abertas com Rober Dognani que misturou transparências e romantismo, apostando num verão 2005 marcado por peças curtas. O estilista trabalhou tecidos nobres, como cetim de seda pura, renda chantily francesa, tafetá de seda, zibeline de seda pura, paetê, crepe chanel de seda pura e gazar de seda pura. Entre as cores, pêssego, rosa pó, chocolate, uva, os perolados e cinzas. Os arrumadinhos rabos de cavalo e cabelos retos que estavam nos desfiles do primeiro dia deram lugar a penteados desgrenhados e maquiagem de tons fortes e borrados na passarela de Dognani.

Marcel Juppy, o segundo desfile da noite, manteve as transparências, embora em vez dos tecidos e babados românticos, tenha preferido cortes assimétricos e os adereços de cores fortes. A proposta é misturar tons pastel com cores fortes tipo laranja, rosa choque e azul marinho. As sobreposições das peças remetiam a colagens e, segundo o estilista, a peça de inpiração foi o caleidoscópio, "como se dentro deste pequeno instrumento cilíndrico estivessem as mais diversas informações que, em conjunto, formam uma única imagem".

Detalhe importante dos desfiles e que merece ser destacado: cada vez mais modelos negras têm espaço nas passarelas. Se outrora elas só apareciam em coleções ditas étnicas ou com alusão à África, agora são presença garantida em praticamente todos os casting. Salve escola Naomi Campbell!
 

Redação Terra