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| Amni Hot Spot |
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Quinta, 15 de janeiro de 2004, 09h50 |
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| Amni Hot Spot mostra inverno light no 1º dia |
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| Reinaldo Marques/Terra |
 Desfile de Fábia Bercsek |
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Inverno light. Eis o mote do primeiro dia do Amni Hot Spot, projeto voltado a novos estilistas e que deu o pontapé na nova temporada de moda brasileira na quarta-feira, em São Paulo. A estação mais fria do ano apareceu de diversas formas; nos vestidos leves e descolados de Fábia Bercsek, nas regatas e vestidos em "dobraduras" de Erica Ikezili, nas roupas de banho Neon ou na escocesa grunge da Depeyre.
Perna de fora é a senha. No circo fashion do primeiro dia só deram elas, mas (pasme!) não apareceram muito decotes e nem apelo ao físico. Aqui, popozuda não tem vez. E que continue assim. Já não bastasse o frio que vamos passar com as rotineiras peças do inverno tropical. Ter a obrigação de mostrar ainda mais o corpo seria demais. Ainda mais quando o frio chega para valer no Rio Grande do Sul, São Paulo...
O grande destaque da noite foi a marca Neon, que surpreendeu a todos com uma coleção de inverno marcada pela leveza do verão. Maiôs coloridos, biquínis sobrepostos por casacos de couro e batas dividiram a passarela com espreguiçadeiras, sons de pássaros e do mar.
"Fazemos tudo o que gostamos. Esse é um desfile de inverno, então colocamos um pouco de couro. É como se fosse uma praia no inverno. As pessoas vão para a praia no inverno", explicou Rita Comparato, que assina as criações da Neon com Dudu Bertholini.
A consultora de moda Glória Kalil aprovou a coleção: "o favorito absoluto foi a Neon, com uma interpretação de praia, de um inverno de um país tropical", comentou ela, logo após o final dos desfiles.
Outra coleção que conquistou a atenção do público foi a de Erica Ikezili, que se inspirou na construção do universo, na cabala, tarô e chakras para montar suas criações de inverno.
Com o tema Cosmogênese, modelos com penteados volumosos e olhos chamuscados de sombra clara desfilaram ao som de música futurista.
O volume também apareceu nos tecidos, ora nos ombros, em contraste com calças justas coladas ao corpo, ora nas saias balonês e drapeadas. "Eu usei a cabala, o tarô, mas não para que ficasse um desfile religioso. Usei a história dos extremos, coisas diferentes que juntas formam um grande quebra-cabeça", explicou Erica. "A minha mulher usa uma roupa que serve de ponte entre o corpo material e o mundo."
Os destaques ficaram para os dois vestidos curtos que abriram e fecharam o desfile, com aplicação manual de pequenos triângulos tridimensionais. O primeiro era inteiro branco, lembrando uma roupa de astronauta, e o último totalmente colorido, como uma pintura abstrata.
Do gótico ao "easy wear"
A primeira marca a desfilar foi a Depeyre, dos estilistas Julien e Melissa Depeyre, estreantes no Amni Hot Spot. Eles trouxeram o mundo gótico para a sua coleção de inverno 2004, intitulada Highland Division, em referência aos filmes da série Highlander.
Modelos andróginos, com os cabelos extremamente lisos e com triângulos pretos pintados nos olhos, surgiram com crucifixos, cintos militares e grande predominância de preto e roxo nos tecidos.
O evasê das saias curtas, em estilo escocês, contrastava com calças justas e casacões. Também apareceram peças essencialmente masculinas, com muito jeans, veludo, seda e jersey.
Para fechar a série de desfiles da noite, a estilista Fabia Bercsek apostou em roupas muito femininas, mas no estilo casual.
As modelos vestiram saias, vestidos, bermudões e calças, em tons claros, como pérola, verde, amarelo, mas também com toques de xadrez, jeans, preto e grafite.
"Eu adorei o jeito que ela utilizou esse espírito 'easy wear', casual, já incorporado à moda, portanto uma coisa já madura. Esse é o dia-a-dia das pessoas", concluiu a consultora de moda Costanza Pascolato.
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Reuters
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